É mais simples, e mais económico, encontrar soluções para o frio do que para o calor, sendo que, mesmo com uma qualidade de construção fraca, sem isolamento térmico, seja para o frio, seja para o calor, aquecer o interior, recorrendo a fontes de calor, ou os próprios ocupantes, com vestuário adequado, revela-se dispendioso combater temperaturas elevadas no interior, sendo virtualmente impossível sem um investimento de monta, que passa por isolamento e equipamentos refrigeradores.
Acresce a necessidade de proteger quem necessita de estar no exterior, sobretudo quem efectua trabalhos que requerem maior esforço físico, proibindo actividades em horas de maior calor, mas também aumentando a protecção e vigilância como forma de prevenir situações habituais quando as temperaturas são mais elevadas, como o aumento de incêndios florestais ou o sobreaquecimento em motores, dos quais também podem resultar vítimas.
Não é apenas o frio que causa vítimas, mesmo em países cujo clima é classificado como "moderado", podendo as temperaturas elevadas ter um efeito mais devastador, por ser complexo evitá-las, mesmo permanencendo no interior de residências, muitas das quais, sem qualquer tipo de isolamento térmico, atingem temperaturas que se aproximam das exteriores, prejudicando seriamente a saúde dos ocupantes.
Sem um forte investimento, apenas podemos esperar que o problema se agrave, acompanhando o aumento das temperaturas, mas, na ausência de medidas estruturais, existem métodos menos dispendiosos de mitigação e de auto-protecção que, pelo menos reduzam o número de vítimas, bem como as consequências para a saúde, as quais podem ter um impacto negativo no futuro, reduzindo a longividade.
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