quarta-feira, abril 11, 2012

Suicído é problema de saúde pública - 3ª parte

Image Hosted by Google Fome em Portugal

O reconhecimento desta realidade por parte da classe médica é um alerta importante, conferindo uma força oficial a um fenómeno tantas vezes ocultado, sendo naturalmente esta uma das causas do aumento do número de suicídios nas estatísticas, mas o real impacto desta postura dos médicos é difícil de determinar. Mas o suicídio não é apenas aquele que é objectiva e directamente resultante de um acto, mas também o que resulta de comportamentos de risco, que se agravam na medida em que o amor próprio e a esperança diminuem, dando origem a acidentes evitáveis, que noutras circunstâncias nunca ocorreriam. Entre estas situações incluimos os acidentes de viação resultantes de atitudes temerárias, a falta de cuidado no seguimento de prescrições médicas, a falta voluntária, não determinada por circunstâncias, a consultas ou tratamentos, e tudo o que revele desinteresse pela vida e a coloque em risco. Está previsto para este ano o lançamento de um plano nacional de prevenção de suicídio, algo que deve existir em permanência e não apenas em período de crise, sendo necessário dispor de pessoal devidamente preparado, com a formação e perfil adequados, capazes de intervir imediatamente sempre que necessário.
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