segunda-feira, outubro 28, 2013

O "conto do vigário" dos nossos tempos - 17ª parte

Image Hosted by Google Imagem de uma video chamada

E se ouvir a voz é complicado, embora tal possa acontecer quando existe alguma compatibilidade entre o perfil e o próprio indivíduo, efectuar uma ligação vídeo será ainda mais difícil, muitas vezes levantando dificuldades insuperáveis, surgindo alguns truques quando a visualização em tempo real é uma exigência para, por exemplo, proceder a um pagamento.

O truque mais conhecido é o vídeo de curta duração em ciclo, normalmente com pouca qualidade, de modo a que não seja demasiado visível alguma diferença evidente entre a personagem das fotos previamente enviadas e a que aparece no écran, e onde se pode ver um indivíduo que alterna entre a escrita no teclado e o olhar vago para a câmara, numa sequência relativamente neutra e sucessivamente repetida.

Pode, inclusivé, verificar-se algum desfasamento, que pode tocar as raias da incompatibilidade, entre o vídeo e a voz, ou mesmo a completa ausência de som, substituido pelo simples teclar, dando origem a alguma artificialidade, que, mesmo atenuada por uma baixa qualidade, é detectável pelo observador mais atento.

A forma mais simples de verificar se o vídeo visualizado é uma acção em tempo real ou se não passa de uma gravação, é o de solicitar ao interlocutor que faça alguns gestos simples, como acenar, passar a mão pelo cabelo, mudar de posição de modo a ficar mais visível, e que permite aferir se a comunicação é genuina e acontece em tempo real, embora não se possa confirmar se o interveniente é quem, desde o início, procedeu aos contactos ou apenas um cúmplice.
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