quinta-feira, outubro 03, 2013

O "conto do vigário" dos nossos tempos - 8ª parte

Image Hosted by Google Um título de jornal útil

Entre as mensagens que analizamos, encontramos desde os auto intitulados herdeiros da fortuna de Khadafi, a supostos familiares de Mugabe ou de Saddam Hussein, suportando a sua mensagem em ligações ou recortes de jornais, nos quais se levantavam suspeitas de valores depositados no exterior dos respectivos países e escondidos de observadores internacionais.

Nalguns casos existe uma primeira abordagem, com um enquadramento que pode sugerir um desenvolvimento diferente, onde surge a questão de ganhar confiança através do conhecimento mútuo, enquanto noutros a primeira mensagem revela a verdadeira intenção, propondo desde o início o suposto negócio, sem sequer explicar qual a razão ou os critérios da escolha de um sócio desconhecido.

Nestes últimos enquadram-se as célebres lotarias ou sorteios, das quais a atribuida à Microsoft é a mais conhecida, e que pedem ao suposto vencedor os dados para que seja procedido ao pagamento do prémio, incluindo-se aqui o próprio número da conta bancária para a qual seria efectuada a transferência, bem como algumas ofertas nas quais o beneficiário tem que pagar antecipadamente taxas ou portes.

O verdadeiro esquema começa, em termos efectivos, na altura em que é pedido o pagamento prévio dos encargos inerentes à transação, que podem ser, alegadamente, taxas ou despesas bancárias, o qual deve ser efectuado não para uma conta bancária, mas por um sistema de entrega, como o da Western Union ou pelos correios, que permite um levantamento fácil e o reembolso impossível.
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