terça-feira, outubro 01, 2013

O "conto do vigário" dos nossos tempos - 6ª parte

Image Hosted by Google Um "site" de registo de burlões

Assim, pode-se, de alguma forma, chegar ao perfil do burlão, que normalmente será proveniente de África, com especial incidência para países como o Gana, Costa do Marfim ou Marrocos, sendo normalmente do sexo masculino, facto que resulta, em grande parte da maior dificuldade das mulheres em ter instrução e, consequentemente, poderem utilizar computadores com um mínimo de à vontade.

Aliás, dado que em muitos destes países as mulheres estão confinadas a tarefas domésticas, e que uma grande parte deste tipo de fraudes é efectuada através de computadores públicos, disponibilizados em cafés ou lojas, de modo a dificultar a localização e identificação do utilizador, cujo rasto se perde no meio de uma multidão anónima.

Daqui decorre, igualmente, o facto de poucos traços se encontrarem nos próprios computadores, com dados sucessivos a serem sobrepostos e os ficheiros temporários a perderem-se, sendo escolhidos locais com pouco ou nenhum controle, onde os serviços são pagos em dinheiro e existe uma óbvia cumplicidade, que se estende, normalmente, ao local de levantamento do dinheiro, tipicamente uma estação de correios onde trabalha um cúmplice.

Para a maioria de quem, de forma contínua, se dedica a esta actividade criminosa, esta é vista basicamente como um emprego, considerando como moralmente aceitável extorquir dinheiro a quem consideram como ricos e mesmo exploradores dos países onde habitam, não manifestando qualquer tipo de remorso pelos prejuizos que provocam.
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