terça-feira, novembro 12, 2013

Welcome to the danger zone... - 2ª parte




Podendo-se sempre alegar que existem alternativas em termos de acesso, é inegável que numa deslocação em missão de socorro todos os segundos contam, e a necessidade de selecionar um trajecto alternativo numa zona urbana onde as ruas são, na sua maioria, bastante estreitas, devia ter sido tido em devida conta.

É de notar que num entroncamento, a atenção dos automobilistas centra-se na estreita e estranha passagem e não em veículos com os quais possa colidir, sem sequer ter em atenção regras básicas de prioridade, pelo que, mesmo sem erros de trajectória, são de prever alguns acidentes, tendo já sido visto um destes objectos arrancado do seu local de fixação original.

Igualmente grave é o facto de, com a atenção do automobilista concentrada no obstáculo, aumentar a possibilidade de atropelamento, dado que dificilmente estará atento a movimentações na periferia do campo visual, o que, numa zona que se pretende segura para peões e ciclistas, resulta no aumento do perigo para os utentes da via mais vulneráveis.

Lamentamos a opção da Câmara Municipal de Lisboa, que, tal como, a título de exemplo, sucedeu na zona do Marquês de Pombal, descurou grande parte das vertentes e da envolvência, selecionando uma solução tão dispendiosa como ineficaz, com a agravante, neste caso concreto, de aumentar em muito o perigo para os utentes da via.
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