quarta-feira, julho 23, 2014

Mais um ferido grave em corporação que perdeu dois elementos o ano passado - 4ª parte

Naturalmente que o culminar do processo é reactivar a unidade temporariamente dissolvida, reagrupando os seus efectivos, integrando reforços e dotando-a de novos meios, sendo quase certo que a substituição dos elementos do respectivo comando fará parte do processo de recuperação.

Muitas vezes, são mantidos parte dos elementos das unidades onde foram integrados, por vezes mesmo a nível de comando, os quais serão gradualmente reduzidos ou substituidos à medida que se constatar que o nível de autonomia aumenta, com novos níveis de eficácia e confiança, onde a redução dos riscos de acidente deve estar presente como factor fundamental.

Temos consciência de que, seja para os respectivos efectivos, seja para a população de onde são originários, este tipo de opção pode não ser recebida com agrado, podendo mesmo provocar contestação e revolta, mas este processo, muito utilizado no meio militar, continua a ser dos mais eficazes e, por vezes, o único que permite a médio prazo permitir recuperar a operacionalidade de uma unidade.

Mesmo que uma solução deste tipo resulte numa certa desmobilização, ou desmotivação temporária, o facto objectivo é que corporações onde se verificam perda de vidas, tendem a correr mais riscos, quase como se um maior, por vezes mais temerário esforço, pudesse, de alguma forma constituir alguma forma de redenção.
Enviar um comentário
Related Posts Widget for Blogs by LinkWithin