segunda-feira, novembro 30, 2015

Nova vaga de suicídios em forças de segurança? - 6ª parte



É de acrescentar que este não é um problema exclusivamente nacional, verificando-se, em média, dois suicídios mensais na Polícia Nacional, em Espanha, com países onde a realidade é bem mais gravosa, enquanto noutros este tipo de problemática, que afecta toda a sociedade, e tem especial incidência nas forças de segurança e entidades ligadas ao socorro e mesmo prestação de cuidados de saúde, é virtualmente desconhecido, tal o baixo número de ocorrências e o facto de não se destacar do resto da sociedade.

Queremos chamar a atenção para o facto de noutras profissões onde se verifica um muito elevado "stress", como as que se relacionam com o socorro, e com maior incidência naquelas onde o número de voluntários é mais elevado, o acompanhamento é francamente menor, sendo os estudos e avaliações menos rigorosos pelo que, efectivamente, não se pode afirmar que existam estatísticas credíveis que ilustrem esta realidade.

No entanto, a falta de dados não invalida algo que é intuitivo e decorre do tipo de missão, das condições em que estas se realizam e de uma conjuntura particularmente desfavorável, agravada pela falta de acompanhamento e por uma menor formação nesta área, pelo que a um desconhecimento generalizado acresce uma manifesta negligência por parte de uma estrutura pouco atenta ao desgaste, sobretudo nos períodos de perdas de vidas humanas ou de outras situações de ruptura.

Devendo ser analizado de forma particular, este problema de saúde pública tem uma especial incidência em conjuntos ou classes profissionais específicas, refletindo assim o estado da sociedade e acompanhando, em grande medida, salvo nas alturas em que são tomadas medidas concretas, o que se verifica com a população em geral, pelo que não pode ser extraído de um todo e solucionado isoladamente, como se tudo em redor não fosse determinante para a existência desta problemática.
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