domingo, maio 15, 2016

Lisboa, cidade fechada - 5ª parte

Manifestamente, a Câmara Municipal de Lisboa opta por iniciar novas obras ao invés de, previamente, terminar as que estão em curso, movimentando meios de acordo com as prioridades que considera melhor servirem os seus próprios interesses, já que para quem reside nas zonas preteridas, tal não pode ser sentido de outra forma que não a de uma ofensa.

Obras manifestamente mal executadas, sendo a foto um exemplo do alinhamento de uma zona de estacionamento, supostamente uma linha recta, com desníveis que não correspondem aos exigíveis pelas boas práticas, ficam abandonadas semanas consecutivas, do que resulta uma óbvia degradação do trabalho realizado e a sua inevitável repetição, agravada pelo facto de, em virtude da absurda morosidade, haver quem estacione em zonas expostas, danificando-as e obrigando a sucessivas reparações.

No entanto, não é apenas do abandono que decorre a necessidade de corrigir ou refazer trabalhos efectuados, mas também de óbvios erros, como a inexistência de sistemas de drenagem, que vão sendo marcados sobre o alcatrão que, inevitavelmente, será recortado, do que resulta uma menor resistência e qualidade final, pelo que podemos antecipar que brevemente estaremos diante de algo parecido com uma manta de farrapos, onde os remendos se sucedem, sem nunca resolver o problema de fundo.

Mencionado anteriormente, a questão dos desníveis e do escoamento de água parece ter despertado algumas consciências, mas, conforme a própria CML, existem poucas opções, sendo manifesto que nunca será corrigido o problema que está na origem, o qual resulta da quase inexistência de desnivelamento e da subida de nível dos passeios, agora a encaminhar as águas para algumas janelas e respiradouros.
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