sexta-feira, setembro 09, 2016

Antecipar catástrofes - algumas reflexões - 5ª parte

Neste caso, se for possível, o que implica condições de circulação e uma viatura com o combustível suficiente, a opção de uma deslocação para um local mais seguro e onde a permanência seja mais fácil, pode ser a opção correcta, sobretudo se houver incerteza quanto a um retorno à normalidade ou a saída tiver um efeito benéfico, reduzindo a necessidade de abastecimentos numa zona sinistrada.

Para além de uma viatura, é essencial dispor de combustível, aconselhando-se a dispor de uma reserva suficiente para alcançar um destino previsto em caso de emergência, com uma margem prudente, face à possibilidade de ter que voltar ao ponto de partida ou efectuar desvios, o que implica cálculos antecipados que dependem de um conjunto de factores a ponderar.

É sempre complicado fazer um cálculo, mas podemos usar como regra que, com desvios, o percurso pode aumentar até 50% e, caso se pense em regressar, será necessário outro tanto, pelo que, para um veículo que gaste 10 litros a cada 100 quilómetros, para alcançar um local a 100 quilómetros, será de dispor de pelo menos 30 litros de combustível.

É de notar que, sem a adição de elementos estabilizadores, o combustível para veículos, nomeadamente o gasóleo, não deve ser armazenado mais do que seis a doze meses, sendo essencial que se recorra sempre a vasilhame adequado, que não reaja quimicamente e vede adequadamente, pelo que se torna necessário uma certa rotação que pode passar, por exemplo, por em vez de abastecer um veículo usar o combustível do "jerry can" para o efeito e posteriormente repor o combustível neste.
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