sábado, outubro 22, 2016

Lisboa, cidade fechada - 15ª parte

No entanto, não obstante as reclamações, seja para a Câmara, recorrendo aos contactos disponibilizados, seja com os próprios funcionários, que acompanham as obras, todas as situações de risco, bem como as que têm impacto negativo na vida dos residentes são ignorados, enquanto os trabalhos prosseguem, a ritmo lento, e numa completa inversão de prioridades.

Assim, em vez de optar por corrigir erros, a escolha vai no sentido de torná-los mais definitivos e difíceis de corrigir, na medida em que a correcção implica cada vez maiores despesas e destruição de trabalhos realizados, tendo a Câmara optado por continuar a implementar uma autêntica "floresta" de pilaretes, destinados a evitar o estacionamento em locais proíbidos onde, por falta de lugares, os residentes se vêm obrigados a parar as suas viaturas.

Caso tivessem sido mantido o mesmo número de locais de parqueamento, ou mesmo os que constam do plano original, e do qual foram suprimidos inúmeros espaços destinados ao efeito, a colocação de pilaretes, em número razoável, seria aceitável, mas nesta conjuntura, verificando-se uma manifesta falta de estacionamento, representam mais um sério problema para os residentes.

A falta de locais para estacionar e a ausência de alternativas vai resultar no estacionamento selvagem onde tal for possível, sendo quase certo que será sobre os passeios que não estarão protegidos pelos pilaretes, completamente encostados aos edifícios, para que a circulação seja possível, mas obstruindo completamente a passagem aos peões, repetindo uma situação que já vimos no passado, em situações excepcionais, e que no futuro será recorrente.
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