quarta-feira, junho 21, 2017

Uma tragédia previsível - 2ª parte

Muitas estradas, como a Nacional 236, perto do IP8, encontram-se cercado de árvores, entre estas eucaliptos e pinheiros, que chegam junto da via, por vezes com as copas a unirem-se, sem faixas de segurança, onde o mato e outros combustíveis que jazem no solo permitem uma propagação rápida das chamas e a impossibilidade de fugir quando a escassa visibilidade, o pânico e a falta de discernimento impedem que seja feita uma análise mais correcta da situação.

Num dia particularmente quente, com trovoadas secas e ventos cruzados, numa zona onde a vegetação obstroi a visibilidade, quando coberta de fumos é quase inevitável que surja a impossibilidade de circular, tornando-se muito rapidamente impossível de respirar, sendo quase inevitável que a tendência será imobilizar-se e, quase certamente, não ter a possibilidade de alcançar um local seguro.

Neste cenário, a possibilidade de uma tragédia suceder é elevada, caso ocorram as condições que o propiciem, tal como sucedeu no dia 17, e, ocorrendo, que as consequências sejam as que se verificaram neste caso, sendo certo que de o mesmo pode suceder em inúmeros locais espalhados pelo País, onde esta situação pode ser facilmente replicada.

A inexistência de faixas de segurança ao longo das vias, que, naturalmente tem um efeito negativo no conforto, mas que torna muito mais segura a circulação, é essencial, tal como o é em redor de habitações, onde a lei impõe zonas de protecção e estabelece sanções, sendo necessário proceder à sua implementação urgente.
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