domingo, julho 02, 2017

Lisboa, cidade fechada - 31ª parte

Naturalmente, após mais de ano e meio de indiferença, poucos esperariam uma alteração na postura da autarquia, uma ideia que foi reforçada face à ausência de qualquer responsável político, tendo-se verificado apenas pequenas modificações cosméticas, algumas das quais primam pelo ridículo, como as extensas pinturas nos pavimentos, que se revelam caóticas e desorientadoras.

O excesso de sinalização provoca desconcentração e confusão, pelo que a profusão de sinalética, incluindo a não prevista no Código da Estrada, e a falta de sinais em locais onde realmente são necessários, bem como o registo dos mesmos, única forma de estes terem força legal, demonstra a própria desorientação dos responsáveis pela instalação de um autêntico caos e pela diminuição da qualidade de vida dos residentes.

Presume-se que a não correcção de erros reportados, ou a aceitação de sugestões de moradores, se deva a uma manifesta incapacidade de face a uma solução estruturalmente errada, pequenos ajustes sejam quase irrelevantes do ponto de vista prático, resultando num substancial aumento dos custos desta empreitada que, aparentemente, ninguém conhece ou está disposto a revelar, a avaliar pela ausência de respostas às perguntas colocadas.

Portanto, o experimentalismo da autarquia, usando os residentes como simples cobaias, terá um custo que, podendo ser absurdamente elevado, é ocultado, tal como se escondem os responsáveis políticos, que se escudam atrás de um conjunto de técnicos cuja responsabilidade assume vertentes distintas, pela subordinação a um conjunto de decisões erradas que emanam de um nível hierárquico superior.
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