Complementa este quadro negro a falta de qualidade de grande parte das edificações, muitas delas bastante degradadas, resultado de uma idade elevada e de falta de manutenção, e que foram construídas sem contemplar adequadamente a necessidade de serem aquecidas de modo a proporcionar aos residentes não apenas o conforto, mas também a saúde, mantendo uma temperatura compatível com as necessidades térmicas de um ser humano.
Em textos anteriores fizemos algumas sugestões no sentido de evitar que os mais vulneráveis passem frio, recorrendo a coletes aquecidos ou a uma melhor protecção térmica das janelas, sendo ambos os investimentos módicos e perfeitamente suportáveis por parte de autarquias ou associações que desenvolvam a sua actividade no sector da assistência social ou da solidariedade, pelo que consideramos que devem ser estudados.
Sendo mais complexo e apenas com efeitos no futuro, também não representaria um encargo excessivo se os prédios a construir tivessem uma pré-instalação para uma salamandra ou outro equipamento que pudesse queimar lenha, em segurança, com extracção adequada dos fumos, sabendo-se que esta forma de aquecimento continua a ser a mais acessível.
Esta possibilidade podia ser contemplada na regulamentação para edificações, tornado obrigatório que as construções novas, destinadas a habitação, incluissem este tipo de pré-instalação, o que permitia aquecer as residências sem o risco de usar o fogo em locais menos apropriados, que não ofereçam a segurança necessária, evitando-se, assim, as várias vítimas que se registam anualmente por inalação de monóxido de carbono.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)










Sem comentários:
Enviar um comentário