sexta-feira, abril 22, 2016

Relembrar a orientação pelo relógio - 2ª parte

É de notar que o meio dia indicado pelo relógio não corresponde exactamente ao que é designado por "hora solar", o momento do dia em que o Sol atinge o seu apogeu e durante a qual a sombra é mais curta, com este desfasamento a variar conforme o local exacto e a época do ano, podendo ultrapassar uma hora de diferença, e que as indicações dadas são para o Hemisfério Norte, com a direcção a ser invertida no Hemisfério Sul, dado que o Sol se posiciona sobre a linha do Equador.

Como forma de praticar, e de aferir os resultados obtidos, devem-se confrontar os pontos cardeais obtidos recorrendo ao relógio com a leitura de uma bússola, magnética ou electrónica, como a que se pode obter instalando "software" adequado num vulgar "smartphone", fazendo a experiência em horas diferentes do dia.

Naturalmente, irá surgir um desfasamento, assinalado na foto, que decorre essencialmente da não coincidência da hora oficial com a hora solar e da declinação magnética, o que permitirá, caso este método de orientação pelo Sol seja utilizado, introduzir um factor de correcção, essencial quando a direcção obtida servir de base a uma deslocação mais longa, situação na qual um pequeno erro tem um efeito substancial.

É quase certo que a maioria dos nossos leitores nunca terão de confiar unicamente neste método para se orientar, mas, em conjunto com outras técnicas de orientação, algumas das quais relatamos anteriormente, estes são conhecimentos que podem revelar-se extremamente úteis como recurso em situações ou locais onde meios mais sofisticados não se encontrem disponíveis.
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