domingo, julho 24, 2016

Vale a pena reportar o "spam"? - 1ª parte

Muitos leitores têm colocado a questão sobre a valia de reportar mensagens indesejadas, seja via um serviço especializado, como o Spamcop, seja directamente a quem presta o serviço que permitiu o envio ou ligações contidas na mensagem, normalmente, aquelas que terão maior interesse comercial e justificam o envio.

Naturalmente, que o reportar depende do nível de incómodo e do próprio conteúdo das mensagens, devendo-se diferenciar entre o mero "spam", ou seja mensagens indesejadas de cariz comercial que não implicam perigo para o receptor, e aquelas que consubstanciam um crime, como aquelas em que se tenta enganar o destinatário de modo a que aceda a "sites" infectados ou forneça informações confidenciais, tal como sucede no "phishing".

Se no primeiro caso, tal poderá ser opcional, no segundo, consideramos ser um dever cívico, essencial para tornar a Internet mais segura, contribuindo para eliminar ameaças que, caso permaneçam, tendem a alastrar e a comprometer a segurança de um número cada vez maior de utilizadores, podendo resultar em prejuízos incalculáveis.

No entanto, reportar de forma agressiva todas as mensagens pode resultar numa substancial diminuição destas, caso o endereço de quem as denuncia seja incluído numa lista de "spam trap", um tipo de endereço instituído por muitas organizações, prestadores de serviços ou entidades para detectar e perseguir quem envia correio indesejável.
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