domingo, julho 23, 2017

Lisboa, cidade fechada - 32ª parte

Nem sequer se verificam tentativas de corrigir os erros, com as incongruências, que vão desde uma sinalética incompleta e absurda, por vezes contraditória e sem validade, seja pelo conflito entre sinais, seja pela sua não validação, patente na ausência de registo, com o abandono a ser patente num projecto que, presumivelmente, não estará acabado.

Enquanto um conjunto de obras em áreas circundantes continuam a decorrer de forma apressada, talvez para estarem concluídas, ou pelo menos em execução antes do início das eleições autárquicas que se avizinham, outras, com erros óbvios, permanecem sem alterações, sendo de presumir que, nestas condições, muito do que já foi realizado se irá degradar rapidamente, podendo aqui incluir-se os passeios, onde os veículos estacionam e, quando facilita as manobras, circulam, ou as infelizes pinturas no solo, que consubstanciam o experimentalismo de um projecto que, na opinião dos residentes, está mal concebido.

Exemplo de experiências de cujo sucesso duvidamos, é o que decorre na Rua do Arco do Cego, onde se prevê a introdução de um complexo sistema de circulação e a perda de uma via numa direcção, substituída por outra em sentido contrário e cujo desenho implica alterações numa rua adjacente, recentemente intervencionada e que, pelo absurdo da intervenção, será modificada escassas semanas depois das obras realizadas.

O insucesso a que diveras alterações estão votados, e o caso da Rua Filipa de Vilhena, onde alterações tiveram que ser corrigidas em poucas semanas, repondo o original e, naturalmente, perdendo parte do valor da intervenção, são tão óbvios para os residentes, como surpreendentes para quem projecta ou planeia soluções que, nitidamente, nada têm a ver com a realidade vivida no terreno.
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