Face aos alertas, será de esperar uma mobilização que reforce o dispositivo de combate aos fogos, mas também nos serviços de saúde, sabendo-se que estes tendem a ser incapazes de responder a situações de maior afluência, sendo óbvio que as autoridades sectoriais deviam anunciar as medidas adoptadas e aconselhar comportamentos, podendo a Direcção-Geral de Saúde ter aqui uma intervenção na própria comunicação.
Havendo este tipo de alerta para os sistemas ou serviços envolvidos, faria todo o sentido, no sentido de alertar e tranquilizar as populações, disponibilizar uma informação mais completa, com menção às medidas adoptadas, aos reforços previstos e mesmo a planos de contingência e a alternativas, caso a situação se complique e implique recorrer a outro tipo de recursos.
Naturalmente, uma comunicação deste tipo não pode ser enviada num SMS, por ser demasiado extensa e carecer de um tipo de explicação visual, com suporte gráfico e que deve ser reforçada pela intervenção de responsáveis que confiram uma seriedade adequada ao tipo de risco que o País irá, potencialmente, enfrentar, alertando para os possíveis cenários.
Temos a noção de que alertas em excesso, sobretudo quando a situação prevista não se verifica, ou tem um impacto menor do que o previsto, tem como resultado uma menor atenção por parte das populações, que tenderão a ignorar as mensagens, que surgem como repetitivas, muito padronizadas, independentemente das diferenças nas situações, e com um conteúdo com escassa aplicação prática.
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