sexta-feira, dezembro 24, 2010

Comércio electrónico aumentou mais de 20% em 2010 - 2ª parte

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Um anúncio de um "site" de vendas "on-line"

Se mesmo incluindo portes, os quais tendem a ser superiores às da despesa de deslocação a um local de venda, esta continua a ser uma opção vantajosa mesmo recorrendo a lojas nacionais, em termos de transações internacionais, sobretudo a nível intra-comunitário, a vantagem será muito superior dadas as flagrantes diferenças de fiscalidade, tendência que se irá agravar em 2011.

A deslocação de compras, que já se verifica ao longo da fronteira terrestre e abrangendo uma cada vez maior faixa do território nacional, numa profundidade que será de estudar dado poder corresponder, com distintas gradações, a uma área que pode incluir perto de um quarto do total, com consequências económicas e financeiras devastadoras.

Se a esta vulnerabilidade territorial acrescentarmos a que deriva da penetração das novas tecnologias, cada vez mais difundidas mesmo nas zonas mais remotas, o risco de as compras no estrangeiro aumentarem para níveis comprometedores da sustentabilidade da economia nacional é bem real e merece ser estudado pelos especialistas na matéria.

As reais perspectivas económicas de um País têm que ser equacionadas a nível global, ultrapassando os antigos paradigmas que se afastam da realidade, sem o que estudos e projecções estarão completamente falseados, induzindo novos erros no já pouco credível sistema de análise do qual resultam cenários macro-económicos ficcionais.
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