terça-feira, maio 10, 2011

Abril de 2011 foi o mais quente desde 1945 - 2ª parte

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Desertificação em Portugal

Apesar de se afastar da média em termos de temperatura, quando comparado com anos anteriores, o passado mês de Abril deve ser analizado como parte de um ano, onde é natural existirem variações que se podem atenuar ao longo da sua extensão total, mas também à luz das mudanças climáticas que se sentem.

Não se podem considerar como surpreendentes as temperaturas verificadas em Abril, embora uma manutenção desta tendência nos níveis verificados seja, manifestamente, preocupante e a ter em devida conta dados os perigos que encerra a vários níveis, neles incluindo a segurança das populações e respectivos bens, mas também a economia nacional, já enfraquecida por outras causas.

Esta evolução tem um conjunto de implicações que devem ser analizadas, de forma a serem adoptadas medidas preventivas as quais passam por questões de segurança, mas também pela reconversão de actividades, por exemplo na área agrícola, sempre que se verifique uma melhor adequação de novas culturas a um novo quadro climático.

A opção actual, de insistir no mesmo tipo de actividades, francamente insustentáveis e muitas vezes subsidiadas, nas quais se continua a investir, sem analizar a sua viabilidade no médio e longo prazo, tem sido um dos erros graves que têm determinado a ruina de largas extensões do território nacional e o seu abandono por parte das populações, com os raros sobreviventes a serem mantidos através de subsídios.
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