sexta-feira, setembro 06, 2013

Demasiado novos para morrer... - 3ª parte

Image Hosted by Google Cátia Pereira Dias - 21 anos

Naturalmente que factores de vária ordem podem ser considerados como diferenciadores, desde o tipo de apoio à logística, mas foi após o período de desgaste inicial, onde houve um maior equilíbrio, que os ingleses, com uma média de idades bastante superior à dos argentinos, não obstante alguns elementos muito jovens, não só se superiorizaram de forma decisiva, como sofreram menos de "stress" pós traumático do que o esperado.

Sabendo-se que em muitos conflitos morre um maior número de combatentes por suicídio, como resultado de distúrbios psicológicos, do que em missões de combate, a que acresce um elevado número de disfuncionalidades, a questão da maturidade, e inerentemente da idade, adquire uma maior preponderância.

Infelizmente, desconhecemos estatísticas quanto à forma como o "stress" afecta os bombeiros portugueses, sobretudo aqueles que ficaram feridos ou estiveram envolvidos em operações das quais resultaram vítimas, nem temos conhecimento da sua existência, mas duvidamos seriamente que, para além de uma primeira fase, o acompanhamento esteja de acordo com o exigível ou compatível com aquele que é prestado a outros profissionais, como aqueles que prestam serviço nas forças de segurança.

No entanto, quanto mais jovem, maior a probabilidade de um trauma a nível psicológico ter consequência irreparáveis, podendo ficar ocultas por um longo período, sob uma aparência de normalidade, mas com consequências devastadoras no futuro, que podem afectar não apenas o próprio, mas também com que ele conviva ou dependa.
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