sábado, janeiro 10, 2015

Frio real vs frio sentido - 2ª parte

Em termos puramente meteorológicos, interessam sobretudo os valores distintos de temperatura, humidade ou vento e nem tanto a forma como interagem entre sí, excepto na medida em que se condicionem ou potenciem mutuamente, mas não sob o ponto de vista fisiológido e da protecção das populações, vertente para a qual entidades como a Direcção Geral de Saúde ou a Autoridade Nacional de Protecção Civil deviam ter um contributo diferente, concretamente na determinação do nível de alerta e cuidados inerentes a uma dada situação climatérica.

Todos, de forma intuitiva, temos a percepção de diversos tipos de frio, alguns mais incómodos do que outros, resultando da associação de factores ou de uma simples evolução mais rápida dos próprios valores da temperatura, resultando naquelo que, em português, se pode designar como "temperatura sentida", e que pode afastar-se em termos de sensação, e mesmo de efeito, em alguns graus da indicada pelo termómetro.

Aliás, todos quantos após sairem de um duche quente, portanto com o corpo aquecido a uma temperatura superior à do ambiente circundante, sentiram um arrefecimento súbito, devem essa sensação muito mais à humidade do ar, presente nestas circunstâncias, do que a uma variação, mesmo que abrupta, da temperatura envolvente, sendo este o exemplo mais típico e de entendimento mais universal de entre os que podem ilustrar esta realidade.

Outro exemplo, que resulta de outro factor, é a exposição a ventos fortes, sentido sobretudo quando o vestuário é inadequado, permitindo passagem de ar frio pelo seu interior, o que implica que o ar quente aí existente, aquecido pelo contacto com superfícies mais quentes, como o próprio corpo, é substítuido por outro, a temperatura inferior e que rapidamente arrefece tudo o que contacta.
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