sábado, setembro 24, 2016

Lisboa, cidade fechada - 11ª parte

Como fase final de um conjunto de obras mal executadas, que não só não respeitam as boas práticas, como violam normas de segurança, surgem sinais e marcações de trânsito mal implementados, que aqui exemplificamos recorrendo a uma foto obtida na avenida Magalhães Lima no início de Setembro, com uma seta a indicar virar à esquerda, dando entrada numa via com dois sentidos e separador central a tracejado.

Obviamente, a interpretação natural pode ser a de que se está a entrar numa via de sentido único e, portanto, será escolhida a faixa mais próxima, a da esquerda, onde o trânsito vem em sentido contrário, como indica a seta no pavimento, sendo previsível que ocorram colisões frontais que, mesmo sendo uma zona de velocidade reduzida, tendem a ter alguma gravidade.

É manifesto que, perto de um ano após o início das obras e quando se aproxima o início de um novo ano lectivo, volta a haver algumas movimentações, que contrastam com o arrastar dos últimos meses, onde o abandono de algumas frentes, manifestamente incompletas, tem sido comum, admitindo-se que tal resulte da prioridade dada a obras mais visíveis, como no eixo central ou na 2ª Circular.

Entretanto, como forma simples e rápida, mesmo que ineficiente, desconfortável e esteticamente inadequada neste tipo de envolvimento urbano, surgem autênticas florestas de pilaretes que alternam com inúmeros postes destinados aos sinais de trânsito e aos omnipresentes avisos de parqueamento pago, do que resulta a perda de funcionalidade dos largos passeios, que, para além de inúteis, reduzem drasticamente os lugares de estacionamento, condenando os moradores a estacionar em cima dos passeios onde, efectivamente, ninguém passa.
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