domingo, abril 09, 2017

Lisboa, cidade fechada - 24ª parte

Após várias semanas de caos, sem sinalização, com veículos a encontrar-se frente a frente com frequência, começaram a ser colocados alguns dos sinais em falta, resultando num esquema de circulação que contraria completamente o propósito inicial, concretamente o de evitar que um bairro residencial seja utilizado como um atalho que permite aos automobilistas escapar ao tráfego mais intenso de vias principais.

Alguns casos, o posicionamento dos sinais é de tal forma inadequado que os condutores dificilmente os vêm, pelo que, sem o complemento de outra sinalética, nomeadamente horizontal, continuam-se a verificar numerosas situações de circulação em sentido proibido, sem que se possa atribuir a responsabilidade exclusiva a quem conduz.

Em paralelo, surgem nas vias os traços amarelos que indicam a proibição de estacionar, algo que seria mais que intuitivo face à escassa largura dos passeios e o facto de um veículo imobilizado bloquear a circulação, sendo igualmente assinalados, com uma linha em zigzag, locais onde, havendo espaço, o estacionamento é proíbido.

Curiosamente, foram removidos diversos pilaretes, sobretudo em locais onde inicialmente estavam previstos estacionamentos, mais tarde removidos, sem que os planos fossem alterados, do que resultava uma escassez de locais para parqueamento nas zonas mais próximas dos estabelecimentos de ensino, resultando num autêntico caos na altura em que os alunos iniciam e terminam o dia escolar, tal a imensidão de veículos que afluem ao local.
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