terça-feira, julho 27, 2010

Fogo volta ao Parque Sintra-Cascais - 2ª parte

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Bombeiros no combate a um fogo florestal

Lembramos que muitos acessos são mantidos através da prática consciente do todo o terreno, que em muito contribui para os manter abertos ou para sinalizar a sua intransitablilidade, resultando da proibição desta actividade, a pretexto da diminuição do risco de fogos, uma muito maior vulnerabilidade quando estes ocorrem.

Por outro lado, os cortes orçamentais, que se refletem nas acessibilidades, afectam também a limpeza das matas, tornando-as especialmente vulneráveis quando as condições meteorológicas favorecem o propagar das chamas, consequência de opções orçamentais discutíveis que atribuem verbas segundo critérios por vezes incompreensíveis.

Se esta última questão tem, obviamente, a ver com questões orçamentais e prioritização das verbas disponíveis, a legislação que impede a prática de todo o terreno tem, nitidamente, um impacto negativo, não apenas em termos do combate aos fogos, mas na própria economia local, privada de uma fonte de receitas.

A falta de visão, resultante de uma manifesta incompetência e alheamento da realidade, e de autoridade do Estado, que se traduz no proibicionismo que caracteria a fraqueza das instituições acaba por contribuir mais para a devastação que se verifica do que a lamentável e condenável acção dos incendiários, nestes incluindo actos dolosos e negligentes.
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