segunda-feira, novembro 22, 2010

GNR identifica 50 suspeitos de atear fogo em Vila Real - 2ª parte

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Uma floresta queimada em Portugal

Não temos registo de uma única acção da GNR no sentido de autuar quando os terrenos que não foram limpos são públicos, nem quando as vias que são da responsabilidade do Estado ou das autarquias não oferecem condições de circulação adequadas, tal como nunca tivemos conhecimento de um único caso em que licenciamentos absurdos, dos quais resultam situações de vulnerabilidade, tenham merecido a devida sanção.

Desconhecemos também a existência de compensações, ou mesmo de punições, para os inúmeros casos em que, por acção ou omissão das entidades oficiais, da falta de subsídios ou compensações, sobretudo após reordenamento do território, se verificam flagrantes faltas de alimentos para os animais, sobretudo a nível de pastagens.

Em contrapartida, as acções desesperadas, e condenáveis, de quem segue práticas ancestrais numa realidade que mudou, mas para as quais não encontra alternativa, são facilmente classificadas como crime, mesmo que estas sejam consequência directa de políticas que destroem sistematicamente a sustentabilidade de extensas regiões, onde não existem alternativas o pouco lucrativo sector primário.

Sem por em causa a necessidade de proteger as populações e o ambiente, combatendo atitudes criminosas, independentemente da sua intencionalidade, a dualidade de critérios e a exclusão das causas que em muitos casos determinam a prática dos actos, resulta numa franca injustiça onde os mais desfavorecidos tendem a ser duplamente penalizados, pagando pelos próprios erros e pelos cometidos por quantos, pela sua posição, nunca são visados nas investigações.
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