sexta-feira, fevereiro 25, 2011

ANMP avisa que Bombeiros podem entrar em falência - 2ª parte

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Um bombeiro no combate a um incêndio

É de realçar, e infelizmente muitos decisores esquecem-nos, que o combate aos fogos começa muito antes da época em que estes tendem a eclodir, sendo necessário planeamento, treino, reequipamento e, o que parece igualmente esquecido, muita prevenção.

Nesta última vertente, a falta de verbas também tem um impacto sério, com a falta de trabalhos nesta área a aumentar as dificuldades que o dispositivo, ainda indefenido, irá enfrentar nas fases mais críticas do combate aos fogos, pelo que surge a possibilidade da confluência de dois factores negativos.

O corte de verbas, com um objectivo percentual específico, tem como consequência permitir que sejam afectadas sobretudo as áreas de actuação menos visíveis ou cujos resultados se fazem sentir num prazo mais longo, pelo que investimentos na prevenção, entre outros, serão reduzidos sem que, no imediato, tal seja evidente.

Se, ao invés, mesmo dando às autarquias poder de decisão, inerente à sua autonomia, as verbas fossem alocadas aos vários sectores com reduções distintas, com base em critérios objectivos e sempre salvaguardando a segurança das populações e dos seus bens e de quem os defende, os cortes que agora se sentem seriam menos penalizadores para as associações humanitárias, permitindo manter um nível de operacionalidade mais elevado às corporações.
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