quinta-feira, março 24, 2011

Uma demissão inevitável - 1ª parte

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O Parlamento durante uma sessão

As consequências da apresentação de um 4º Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), onde, mais uma vez, esta última vertente é omissa, empurrando o País para uma recessão mais grave do que se adivinhava, eram facilmente previsíveis, sendo a sua rejeição inveitável, tal como o era o pedido de demissão do actual Primeiro-Ministro.

Pode-se analizar a recusa seja pela forma, seja pelo conteúdo, mas a degradação a nível político e institucional há muito que deixara o País numa situação pantanosa, para a qual não se adivinha uma solução no presente quadro parlamentar onde a conflitualidade afastou qualquer réstia de bom senso e mesmo de espírito patriótico.

A manifesta falta de confiança, que ultrapassa os limites da hostilidade, para além de impossibilitarem encontrar uma solução, aumentam a tensão e a conflitualidade entre orgãos de soberania e na própria sociedade, que há muito deixou de se sentir representada por uma classe política que considera não lhe dizer a verdade.

Este é, indiscutivelmente, um dos mais sérios problemas e os sucessivos PEC, não obstante a necessidade de algumas das medidas neles incluidos, parece fazerem parte do problema e não da solução, tal a revolta e instisfação que geram.
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