sexta-feira, março 25, 2011

Uma demissão inevitável - 2ª parte

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O Parlamento português

Mais grave, é o absurdo do quadro macro-económico, completamente irrealista, que serviu de base a um orçamento que teria que ser rapidamente revisto através de medidas correctivas que, na incapacidade de efectuar cortes de despesas no Estado, teria que o obter à custa dos cidadãos.

Prever um crescimento quando era manifesto que este será um ano de recessão, a qual será, previsivelmente, superior aos 0.9% agora assumidos, podendo aproximar-se do dobro, estimar o valor médio do petróleo em 80 USD por barril, contrariando todos os indicadores, ou esperar uma inflação que pouco ultrapassaria os 2%, e que será 0.5% superior, é mais que uma falha, é um erro deliberado.

Com base neste conjunto de pressupostos absurdos, qualquer aparência de sucesso é enganador, e por muito que se possa elogiar a execução orçamental, rapidamente surgirão as faltas resultantes de se ter partido de um princípio errado, pelo que, subitamente, as contas são feitas de trás para a frente, partindo de resultados para chegar às permissas do problema.

Invertendo a lógica, usando valores errados, tornam-se inevitáveis sucessivas correcções, as quais náo passam de remendos, resultando de medidas casuísticas, incapazes de harmonizar e consolidar o conjunto.
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