sexta-feira, setembro 30, 2011

O hábito português do atraso - 2ª parte

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O relógio é o ódio de estimação de muitos portugueses

Numa sociedade, onde existem interligações nos mais diversos níveis, o incumprimento de prazos, na maior parte dos casos, tem como consequência o início de uma cadeia, com repercussões difíceis de antever e mais ainda de contabilizar, mas que em muito superam o custo da causa inicial, podendo atingir valores absurdamente elevados.

Alguns leitores provavelmente lembram-se das consequências dos atrasos nos combóios que utilizavam linhas únicas, onde alternavam os dois sentidos, e o que sucedia em caso de um simples atraso, o que obrigava e que todas as composições que transitavam na mesma linha, as respectivas ligações e o tráfego destas dependentes a sofrer atrasos por vezes ainda superiores.

Em vários casos, a falta de coordenação, aliada a dificuldades de comunicações ou de coordenação, resultou em mais do que a perda de tempo, provocando acidentes, alguns deles de consequências trágicas.

No plano económico, passa-se algo de muito semelhante, afectando toda a cadeia e repercutindo-se de forma global, com atrasos na produção, nas entregas, nos pagamentos e projectando-se na viabilidade, ou falta dela, a nível do tecido empresarial e das famílias, que em última instância pagam pela falta de eficiência generalizada.
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