sexta-feira, outubro 08, 2010

100 anos de República em Portugal - 3ª parte

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Em 1926, Salazar, Mendes Cabeçadas e Gomes da Silva

Esperar-se-ia, pelo menos, frontalidade e transparência por parte de um Governo herdeiro da tradição repúblicana de serviço público, mas tal não sucede, num misto de omissões e de falta de verdade que podem esconder temporariamente o real estado do País que hoje surge como evidente aos olhos de todos.

É manifesto a falta de confiança popular no sistema político e nos seus protagonistas, agravada pela incapacidade do sistema judicial quando enfrenta casos relacionados com corrupção ou que afectam interesses instalados, facto patente no actual Código do Processo Penal, que dificulta o processo investigatório limitando os meios de prova, e na moldura penal prevista no Código Penal, onde um crime económico da maior gravidade parece menos importante que o simples furto praticado por quem tem fome.

Mais do que a opção entre um regime monárquico e um republicano, as escolhas e a reflexão terá de ir no sentido do modelo de democracia representativa e na forma como são eleitos os representantes da vontade popular, bem como o grau de responsabilidade e de preparação que lhes é exigido.

O optimismo é sempre fruto da consciência e da responsabilidade, próprio de quem espera o melhor, mas está preparado para o pior, e não pode nem deve ser confundido com atitudes a que estamos cada vez mais habituadas e surgem como desligadas da realidade.
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