sexta-feira, outubro 08, 2010

Mais de 125.000 hectares ardidos até ao fim de Setembro - 3ª parte

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Bombeiro no combate a um fogo em Portugal

Com uma incidência desproporcionada nas áreas protegidas, os números, já de sí elevados, assumem uma maior gravidade dado o tipo de património natural devastado e as consequência a nível ecológico e na própria sustentabilidade da regiões, onde esta riqueza natural podia potenciar o turismo rural, nalguns casos a forma mais imediata de desenvolver áreas mais deprimidas.

Aliás, a questão das acessibilidades, ou da falta delas, foi mais uma vez recentemente demonstrada pela extrema dificuldade em resgatar um grupo de caminhantes que ficou retido no Gerês, na zona da Portela do Homem, onde apenas foi possível chegar de helicóptero passados dois dias após o pedido de socorro.

Esta inacessibilidade, ocorrida num período de chuva forte, mas sem que se verificasse uma conjugação de factores excepcionais, é demonstrativa dos efeitos de um conjunto de opções absurdas, misto de facilitismo e de desleixo, que não só não alcançam os objectivos propostos, como os prejudicam, colocando inclusivé em risco as proprias populações ou quem visita essas áreas.

A área ardida traduz simultaneamente um maior sucesso no combate, fruto de melhor coordenação e maior formação, e de uma manifesta falta de prevenção a nível estrutural, bem como de flagrantes erros na estratégia de desenvolvimento, onde uma visão global do País parece completamente ausente.
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