terça-feira, março 01, 2011

Preços dos combustíveis promovem crise e instabilidade social - 2ª parte

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Um posto de abastecimento em Portugal

Aliás, o próprio ministério da tutela e os diversos partidos políticos têm manifestado incompreensão perante a estranha coincidência de preços e a forma como estes evoluem face à cotação das matérias primas, custos de refinação, transportes, logística e distribuição.

Mesmo em entrevistas recentes, foi manifesta a incapacidade de o presidente da AdC explicar as rápidas súbidas e lentas descidas dos preços dos combustíveis, as consecutivas alterações nas explicações dadas pelas companhias envolvidas quanto ao processo de formação de preços, a coincidência exacta de preços quando não há alternativas e tantas outras situações que intrigam a generalidade dos consumidores.

Na actual conjuntura, sendo previsível que o custo da matéria prima suba, a forma de fixação dos preços e a concorrência entre companhias ganha nova importância, surgindo agora a possibilidade de uma greve de transportadoras que pode paralisar o País, a qual pode ser decidida esta segunda-feira.

No entanto, não é apenas a possibilidade de uma greve, com todas as consequências económicas que daí pode resultar que deve causar apreensão, mas também a possibilidade de um novo aumento dos preços de bens essenciais e do custo de vida em geral, o que se reflete em todos os sectores de actividade e nos orçamentos de empresas, particulares e instituições.
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