quinta-feira, novembro 29, 2018

Paineis "Molle" para veículos

O preço dos paineis para o conhecido sistema "Molle", que permite adicionar componentes de forma livre, desde que cumpram os padrões gerais, têm vindo a descer, atingindo valores que ficam abaixo da dezena de Euros, o que começa a tornar apetecível este tipo de solução para quem disponha de material compatível.

Um painel em nylon, disponível em negro, verde e castanho claro, com dimensões de 55 x 37 centímetros pesa apenas 324 gramas e cobre, por exemplo, as costas de um assento ou o interior de uma porta, tendo os cabos de fixação adequados a ser colocado num banco, mas obrigando a algumas adaptações, caso o local de instalação seja incompatível com este.

A capacidade de carga varia de acordo com a qualidade de construção e a distribuição de peso, mas numa organização optimizada, esta poderá atingir os 50 quilos, sendo de ter em conta se os pontos de fixação e o comportamento dinâmico do veículo permitem que este peso seja transportado.

Desde bolsas para os mais diversos fins, como primeiros socorros, documentos ou lanternas, a pequenos sacos ou suportes para distintos equipamentos, existe uma enorme variedade de acessórios que pode ser adicionado nestes paineis e transferido, caso necessário, para uma mochila ou colete, desde que todos usem o mesmo sistema de fixação, o que flexibiliza e compatibiliza muito todo um conjunto de acessórios, que ganham assim uma nova flexibilidade.

quarta-feira, novembro 28, 2018

Nova aplicação da Vodafone para famílias - 2ª parte

Quem dispuser de uma "TV box" da Vodafone pode ainda efectuar a associação desta ao grupo, através do "QR code" fornecido com este equipamento, acendendo assim à totalidade das potencialidades desta plataforma que, naturalmente, pretende promover os produtos deste operador, estimulando assim a adesão.

Existe o acesso aos diversos tipos de recurso disponíveis para plataformas móveis, incluindo rotinas aplicacionais, facto presente nos sistemas de troca de informação ou na referenciação de um dado indivíduo sobre um mapa digital, pelo que esta é uma plataforma que, estando em fase de teste, recorre também a complementos já testados e solidificados.

Numa área mais tecnológica, e que tem mais a ver com o negócio do operador, é possível definir os horários de utilização da Internet de forma individual para todos os dispositivos, incluindo telemóveis, tablets e computadores, bem como os horários de utilização de cada uma das televisões de casa, ou seja, integra muito do que estava presente na aplicação do "Smart Router", disponível há muito.

As funcionalidades de grupo fechado permitem igualmente a partilha de mensagens, fotos e vídeos nas TV e nos dispositivos móveis, de forma semelhante ao de algumas redes sociais, criando, no fundo, uma pequena rede privada familiar, que se pretende estanque e segura, como forma de facilitar a partilha de um conjunto de informações que, em princípio, não será de passar para o exterior.

terça-feira, novembro 27, 2018

Até onde se deve ir para recuperar corpos? - 3ª parte

Em contrapartida, as decisões nesta área seriam menos subjectivas, mais facilmente defensáveis e algum prolongar de operações, para além do razoável, muitas vezes resultantes de decisões que, de alguma forma, pretendem compensar os familiares das vítimas face à incúria de poderes públicos, sejam centrais ou locais, seriam menos frequentes, ultrapassando um mecanismo ilegítimo e ilegal, que em nada diminui as responsabilidades existentes.

Colocamos de lado, intencionalmente, a questão dos custos deste tipo de operação, não por não ser um aspecto relevante, mas tão somente porque consideramos que esta é uma comparação polémica e que desvia a atenção do assunto essencial, podendo-se cair na tentação de uma quantificação objectiva face ao inquantificável que representam sentimentos ou o próprio sofrimento, caindo-se num labirinto que pode acabar em vertentes paralelas, incluindo do ponto de vista legal, os quais, objectivamente, não têm a ver com o socorro, tal como não o tem, directamente, o apurtamento de responsabilidades ou determinação de culpa.

Sugerimos, portanto, aos nossos leitores que se interessam por esta problemática que reflitam sobre ela e, caso assim o pretendam, leiam ou releiam o texto que escrevemos há mais de uma dezena de anos, chamando a atenção para o facto de ter havido alterações neste espaço de tempo, pelo que será de se centrar na essência da mensagem que se pretende transmitir e que consideramos manter a actualidade, reforçando-se a cada dia.

Este é um assunto complexo e melindroso que nunca vimos ser abordado, nem pelo poder político, nem por que participa nas operações de resgate, sendo manifestamente incómodo e, naturalmente, facilmente impopular, mas será uma discussão que se impõe, como forma de prevenir um acidente, eventualmente com consequências graves, que possa ocorrer durante uma missão de resgate e que, nessa altura, leve todos a reflectir, tardiamente, sobre uma realidade há muito conhecida.

segunda-feira, novembro 26, 2018

447 atropelamentos com fuga em 2017 - 3ª parte

A questão económica tem, infelizmente, um impacto severo a vários níveis, com os menos favorecidos a manter veículos antigos e, sobretudo, com escassa manutenção, sendo toleradas situações graves, como, por exemplo, pneus quase sem piso ou travões deficientes, do que decorrer uma manifesta falta de segurança e o aumento da possibilidade de acidentes.

A falta de recursos leva, igualmente, a que o número de veículos sem seguro ou sem inspecção continue elevado, numa cifra negra difícil de apurar, com a probabilidade de fuga a aumentar quando tal se verifica, na ânsia de evitar ser financeiramente responsabilizado pelos danos, patrimoniais ou não, resultantes de um acidente, sendo que, mesmo quando identificados, dificilmente poderão pagar as indemnizações determinadas pelo tribunal.

A péssima rede de transportes públicos, que se degrada diariamente e é completamente incompatível com as necessidades de mobilidade, e com isto não queremos dizer que esta tenha que ser em viatura particular, mas apenas nas condições de conforto e com uma demora consideradas aceitáveis, obriga, em muitos casos, a optar pela mais dispendiosa opção do veículo próprio, a única que, para muitos, permite cumprir os horários a que estão obrigados, independentemente do estado desta e dos riscos envolvidos.

Nesta franja, onde falta de recursos económicos para a manutenção de um veículo e cumprimento das obrigações inerentes à sua utilização dentro do estipulado legalmente, e a impossibilidade de usar transportes alternativos, encontra-se boa parte daqueles que optam por não prestar auxílio, sentindo um tipo de pressão que, de forma alguma, justifica tal atitude, mas que, inevitavelmente, a estimula, criando um cenário que favorece estes comportamentos criminosos.

domingo, novembro 25, 2018

"Google lens" disponível

O "Google lens", a funcionalidade do Google que permite o reconhecimento de objectos em fotografias já está disponível para muitos utilizadores, sendo necessário actualizar o "software" dos dispositivos em que se pretende utilizá-lo para que este fique activo e imediatamente disponível.

O recurso ao "Google lens" é simples, bastando tocar no novo ícon para que esta funcionalidade seja activada, vendo-se pontos a aparecer e desaparecer em diversos locais da imagem, enquanto os vários elementos presentes são identificados, podendo esta identificação ser genérica, como o modelo de um veículo ou um tipo de objecto, ou concreta, determinando a identidade de uma dada edificação ou local, algo que pode ser reforçado pela localização geográfica do mesmo.

Das experiências realizadas, o acerto em modelos de veículos foi excelente, independentemente do angulo, e conseguiu reconhecer modelos de aviões representados por modelos de pequenas dimensões, com sucesso semelhante para edifícios conhecidos, sendo menos eficaz quando se trata de locais mais genéricos, mas a capacidade de aprendizagem da plataforma certamente levará a melhoramentos num futuro previsível.

Naturalmente, existem questões relacionadas com a privacidade, já que o "Google lens" permite uma identificação muito mais rápida de objectos e locais, podendo, de forma quase imediata, estabelecer um conjunto de ligações que, aliadas ao sistema de referenciação geográfica do Google, pode ter consequências complexas, seja em caso de acerto, seja no caso em que se verifique um erro, dando origem a cenários conjunturalmente inexistentes.

sábado, novembro 24, 2018

O "Share GPS" - 2ª parte

Quem tiver configurada uma VPN, seja via WiFi, seja através de dados móveis, pode enviar a localização via TCP/IP, em tempo real e como alternativa a um armazenamento na "cloud", sendo ainda possível recorrer ao próprio "software" para criar comandos NMEA configuráveis e compatíveis com as possibilidades dos diversos equipamentos em uso.

Nalguns equipamentos é possível ver as notificações, que são configuráveis pelo utilizador, mesmo com o bloqueio de écran activo, enquanto, periodicamente, os ficheiros de dados gerados podem ser enviados para um servidor, podendo ser utilizáveis em tempo real, caso se destinem ao "Google Earth" ou "Google Maps".

Para além da versão gratuita, que inclui publicidade e algumas limitações, está disponível uma versão "Premium" do "Share GPS", que é paga, e que tem possibilidades adicionais, para além de não incluir anúncios, suportando múltiplas conexões, notificações parametrizáveis, cópias de localização configuráveis e conexão automática no arranque do equipamento.

Esta não é a única opção para partilhar a informação posicional de um dispositivo móvel para um computador pessoal, estando disponíveis diversas alternativas, podendo, quem pretender uma solução diferente, optar por uma peça de "hardware", que tem um custo de perto de 6 Euros, incorporando um sistema de recepção do sinal de GPS e bastando ligá-lo a uma simples porta USB.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Até onde se deve ir para recuperar corpos? - 2ª parte

Não há soluções simples, e menos ainda ideais, sendo que cada caso tem as suas especificidades e envolvência própria, que vai muito para além da realidade objectiva, sendo necessário equacionar todo um conjunto de situações de avaliação muito subjectiva e tão inquantificável como o sofrimento resultante da perda de entes queridos, pelo que o estabelecimento de regras, defenidas e parametrizadas, resulta complexo, no limite impossível.

Apesar destas óbvias dificuldades, face ao tipo de risco presente, que podem agravar o estado dos que já sofrem e trazer sofrimento a outras famílias, e ao tipo de recompensa resultante, que nunca passa de um mero atenuar da dor, esta é uma realidade que deve ser abordada, preferencialmente com alguma distância temporal face a ocorrências deste tipo, e tentando, tanto quanto possível, algum afastamento de casos concretos, que tendem, ao trazer casos pessoais, contaminar o que se pretende ser uma reflexão objectiva.

Estas são situações dramáticas para as famílias e para as populações, sobretudo em núcleos mais pequenos ou isolados, onde o conhecimento entre todos é maior e o relacionamento e interdependências mais intensos, acrescendo, naturalmente, factores como o número e mesmo a tipologia das vítimas, sendo exemplo a presença de crianças ou grupos organizados, e as circunstâncias do acidente, bem como a responsabilidade, numa perspectiva popular e imediatista do mesmo, agravando a complexidade do processo decisional.

Estamos conscientes das dificuldades, e mesmo da penosidade, da aplicação prática, em situações concretas, de um conjunto de determinações, das quais pode resultar a decisão de não proceder ao resgate de um ou mais corpos, algo que temos consciência ser particularmente duro para com os familiares das vítimas, mas que pode, no limite, ser a decisão mais correcta, protegendo a vida de quem a iria colocar em risco sem que das suas acções pudesse salvar a vida de outros.

quinta-feira, novembro 22, 2018

447 atropelamentos com fuga em 2017 - 2ª parte

Tipicamente, será devido à existência de factos que possam, só por sí, consubstanciar um crime ou, pelo menos, uma contravenção, que os automobilistas fogem sem prestar auxílio, sendo que, felizmente, as autoridades policiais têm conseguido identificar muitos deles que, naturalmente, serão julgados pela totalidade dos factos ocorridos, adicionando uma vertente criminal ao que poderia não passar de uma simples infração.

Quando identificados após o prazo durante o qual é possível efectuar a participação ao seguro, surgem novos problemas, com o condutor a ser responsabilizado por eventuais indemnizações, seja directamente à vítima, seja através do direito de regresso, caso a seguradora avanve com a quantia determinada pelo tribunal como indemnização, podendo resultar num sério problema financeiro, que acresce à vertente criminal, e pode subsistir muito após o cumprimento de uma pena.

Naturalmente, independentemente das consequências do acto, a não prestação de auxílio é sempre um crime, particularmente grave no caso de quem esteja envolvido no acidente, mas igualmente para todos quantos, presenciando ou apercebendo-se da existência de uma vítima em dificuldades, não ajudem, na medida das suas possibilidades e dentro dos limites das suas capacidades e da segurança pessoal a que têm direito.

Quando comparado com outros países europeus, Portugal encontra-se francamente atrasado em termos de segurança rodoviária, algo que se deve a inúmeros factores, que vão desde o comportamento dos condutores, passando pelo lamentável estado de muitas vias e indo até ao parque automóvel, particularmente envelhecido, reflectindo assim a disparidade salarial entre o nosso país e aqueles em que se verifica uma menor sinistralidade.

quarta-feira, novembro 21, 2018

Até onde se deve ir para recuperar corpos? - 1ª parte

As operações de resgate nas pedreiras da zona de Vila Viçosa, onde desapareceram as vítimas de um aluimento que provocou a derrocada de uma estrada, recoloca uma questão que abordamos no passado, a propósito com a recuperação dos corpos das vítimas do desastre de Entre os Rios, operações que envolveram, igualmente mergulhos de risco.

Embora as circunstâncias sejam diferentes, tal como os riscos inerentes a uma missão de resgate, existem traços comuns, tal como a certeza da inexistência de sobreviventes e o risco da missão, num ambiente com múltiplos riscos, que no caso concreto derivam da possibilidade de novos aluimentos, bem como aqueles que são inerentes a mergulhos em águas turvas, onde se acumulam diversos tipos de lamas e resíduos.

Sendo díficil estabelecer qual o nível de risco nesta missão concreta, e tal deve-se, obviamente, ao próprio plano estabelecido e à forma como as acções decorrerem, que terão que minimizar a possibilidade de um acidente, mas o facto objectivo é que, quaisquer que sejam as precauções, esta estará sempre presente e as consequências podem, no limite, ser particularmente graves.

Assim, devemos voltar à questão que colocamos no passado, concretamente até onde se deve ir para recuperar corpos, na certeza de que são colocadas em risco vidas para proceder à recuperação de quem morreu, como forma de dar alguma paz aos familiares e amigos daqueles que perderam o seus entes queridos, mas que, caso algo trágico suceda durante a missão de resgate, irão ver o seu sofrimento agravado.

terça-feira, novembro 20, 2018

447 atropelamentos com fuga em 2017 - 1ª parte

O ano passado foi aquele em que, nos últimos oito anos, se verificou o maior número de atropelamentos nos quais o condutor abandonou o local do acidente sem ter prestado auxílio à vítima, informado as autoridades ou alertado meios de socorro, num total de 447 casos registados pelas autoridades policiais.

O atropelamento é a segunda maior causa de morte em acidentes rodoviários, sendo indeterminado qual o impacto real da não prestação de auxílio por parte do condutor envolvido, que, ao não solicitar o accionamento de meios de socorro e deixar a vítima no local onde caiu, que pode ser de muito alto risco, no número de fatalidades contabilizado.

Obviamente, numa via secundária ou num local mais remoto as consequências tenderão a ser mais graves do que numa zona mais frequentada, onde a probabilidade de outrém dar o alerta será francamente superior, sendo ainda de esperar que os meios de socorro possam chegar mais rapidamente neste último caso, pelo que a gravidade deste tipo de comportamento criminoso no primeiro cenário é muito maior, sendo que, pela maior possibilidade de não ser reconhecido, é onde tende a ser praticado com maior frequência.

As motivações pelas quais tal acontece, e estamos diante de um crime, independentemente da forma como o atropelamento ocorreu, não estão estatisticamente determinadas, surgindo justificações mais díspares, e por vezes difíceis de acreditar, como o não se ter apercebido do facto ou o receio de sofrer represálias, algo possível e situações limite, mas que nunca impediriam o alerta para as autoridades, mesmo que após algum afastamento, sendo mais comum o excesso de consumo de álcool, a falta de habilitação para conduzir, ausência de seguro ou falta de inspecção do veículo.