quarta-feira, junho 28, 2006

Mais 40 equipas de sapadores florestais em 2007


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Veículo todo o terreno de sapadores forestais

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Nobre Gonçalves, anunciou que em 2007 estarão no terreno mais 40 equipas de sapadores florestais, que se irão juntar às 172 existentes no país, noticia a Lusa.

"O Governo faz uma aposta clara na defesa da floresta contra incêndios. Temos de gerir e protegê-la de modo a torná-la mais resistente", afirmou Nobre Gonçalves na apresentação das primeiras 20 equipas, de associações de norte a sul do país, que iniciarão formação no último trimestre deste ano.

Até 30 de Outubro decorrem as candidaturas para a selecção das restantes 20 equipas, que integrarão o grupo das 40 que em 2007 começarão o trabalho no terreno.

Segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Pescas, a intenção do Governo é criar 20 novas equipas de sapadores florestais por cada ano, o que representa um investimento anual de um milhão de euros.

De acordo com as novas competências, as equipas de sapadores ficam obrigadas a manterem-se em regime de disponibilidade total nos quatro meses de Verão que vão de Junho a Setembro, para o exercício das funções de prevenção, sensibilização, vigilância, primeira intervenção, rescaldo e vigilância pós incêndio.

Estas equipas, normalmente com 5 elementos e uma viatura todo o terreno, correspondem a um acréscimo de 200 sapadores a um total actual que rondará os 850 efectivos.

Devemos, no entanto, recordar que o Governo não tem vindo a cumprir contratos que estabeleceu com algumas entidades, de que pode resultar uma diminuição a nível das equipas que deveriam ser comparticipadas pelo Estado.

Assim, a notícia da criação de novas equipas quando as existentes não são pagas nos termos contratualizados, parece-nos estranha e um mero exercício de propaganda que virá apenas repor os efectivos que se vão perdendo pela falta de cumprimento por parte do Governo.

Portanto, neste enquadramento, o que deveria ser uma notícia positiva pode, na verdade, ser apenas uma manobra política de que não resultará uma efectiva melhoria na prevenção e combate aos incêndios, mas tão somente a substituição de equipas que por falta de verbas, deixam de operar.

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