quinta-feira, setembro 30, 2010

Ministério da Saúde deve mais de 20.000.000 de Euros aos bombeiros - 2ª parte

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Uma ambulância todo o terreno dos bombeiros

A redefinição da rede hospitalar e os encerramentos verificados têm, como consequência imediata, o aumento das distâncias a percorrer, algo que se reflete directamente no volume de serviços em termos de quantidade e de extensão prestado pelos bombeiros.

Era expectável que um efeito colateral resultante do encerramento de numerosos serviços de saúde fosse o aumento dos transportes, para o que deviam ter sido tomadas medidas em antecipação, incluindo reforço de meios e estabelecimento de planos de contingência, essenciais sobretudo para as zonas mais isoladas e aquelas que mais sofrem os efeitos do mau tempo, com a possibilidade de as estradas ficarem intransitáveis.

Assim, para além do valor em dívida, uma dado objectivo resultande de um acordo, existe ainda um défice resultante do esforço acrescido, que inclui desgaste de material e a sua adequação a novas realidades, o que implica um aumento dos investimentos realizados em virtude de opções políticas a que os bombeiros não apenas são alheios, como para as quais não foram devidamente consultados.

Nesta conjuntura, qualquer dívida assume contornos de particular gravidade, e o facto de, conscientemente ou não, o Governo ter passado para as corporações de bombeiros um conjunto acrescido de responsabilidades, deveria implicar, se não um aumento de recursos, pelo menos uma maior sensibilidade para as dificuldades que estas enfrentam.
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