quarta-feira, dezembro 10, 2008

Passou um ano após o atentado no bar "O avião"


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O desmantelamento do "O avião" não faz esquecer o crime

Por altura do primeiro aniversário e porque este é um caso que continua em aberto, queremos recordar aquele que foi considerado como um dos mais sofisticados atentados ocorridos em Portugal e que vitimou o proprietário do bar "O avião".

Na altura abordamos este acto criminoso sob a perspectiva do recurso a técnicas de localização GSM, assumindo que foi através de uma chamada de rede móvel que o dispositivo foi accionado, mas hoje o propósito é tão simplesmente o de lembrar um caso que continua em aberto e que, pela sua complexidade, serve para aferir das capacidades e recursos da investigação criminal e das consequências que podem advir das suas limitações.

Um ano após o atentado, o caso foi esquecido pela maioria da comunicação social, a investigação parece não dar resultados e, com o passar do tempo, a possibilidade de sucesso diminui, aumentando a sensação de impunidade quando o crime atinge contornos de maior complexidade.

Na óbvia impossibilidade de prevenir ou impedir a totalidade dos crimes, da investigação criminal depende a aplicação efectiva da Justiça e a confiança dos cidadãos na capacidade do Estado de assegurar a defesa dos seus direitos e interesses, direitos esses que são garantidos constitucionalmente.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Comparação entre lentes de óculos de protecção


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Os dois óculos juntos para comparação

Os dois modelos de óculos que comparamos neste texto foram apresentados recentemente, sendo um deles o modelo FS-2, adquirido por uma meia dúzia de euros, e o outro os ESS ICE 2.4, cujo preço poderá chegar a perto de trinta euros, incluindo, neste caso, lentes suplementares e estojo.

Com preços completamente diferentes, a qualidade dos ICE é, obviamente superior, apresentando apenas a desvantagem de reduzir menos a luminosidade e de uma menor filtragem de raios UV, podendo-se ainda argumentar que os FS2 oferecerão um maior conforto dada a forma das hastes, que dispensa o elástico de segurança, e ao seu peso ligeiramente inferior.

Outra diferença substancial diz respeito à armação, composta apenas por hastes e suporte para o nariz intermutáveis no caso dos ICE 2.4, enquanto os FS2 possuem uma armação contínua, com a qual se pretende dar uma maior resistência a todo o conjunto, mas cujo plástico denota alguma fragilidade, sendo, quase certamente, menos resistente do que as lentes.

É, no entanto, no respeitante às lentes que existe uma maior diferença qualitativa, com o policarbonato dos ICE a ter 4mm de espessura contra apenas 3 dos FS2, sendo que o material dos ESS é substancialmente mais resistente, com capacidade para deter os chumbos disparados a 10 metros de distância por uma arma de caça, se aceitarmos como correctos os critérios de certificação.

Estes dois modelos destinam-se, naturalmente, a desempenhar funções diferentes, sendo que os FS2 têm como simples objectivo proteger os olhos da luminosidade excessiva e de raios UV, conferindo pouca protecção física, mas desempenhando bem o papel para o qual foram desenhados, enquantos os ICE se destinam a uma utilização mais profissional, sacrificando um pouco a filtragem em prol de uma muito maior resistência aos impactos.

A escolha dependerá, pois, da sua utilização e, obviamente, da disposição para pagar um valor muito mais elevado pelos ICE 2.4, o que provavelmente apenas se justificará para quem pretenda uma protecção séria contra impactos.

Instaurada auditoria ao sistema de atendimento do INEM - 2ª parte


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Um dos helicópteros ao serviço do INEM

Como justificação, surge o aumento significativo de chamadas de emergência, com média diária a subir de 4.130 o ano passado para 4.577 em 2008, que se traduziu num muito maior número de saidas, podendo este acréscimo superior a 10% implicar, sobretudo em situações de pico, maiores dificuldades de atendimento e, inclusivé, atrasos.

Abílio Gomes salientou ainda que, desde 2005, houve um "crescimento exponencial" dos meios ao dispor do INEM, mas reconheceu a exitência de um atraso na aquisição dos três helicópteros acordados com municípios, como contrapartida do encerramento de serviços e que ficarão sedeados em Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira e Ourique.

Consideramos que uma auditoria interna é insuficiente e que esta deveria caber a uma entidade externa, sem o que as dúvidas permanecerão e a atmosfera de suspeição tenderá a aumentar, com esta iniciativa a poder ser tomada por uma mera manobra de encobrimento que visa apenas ilibar alguns responsáveis, do que resultaria um agravar da situação.

Recorrer a serviços internos ou mesmo a entidades externas cuja independência não seja garantida, mesmo que melhorando os serviços em termos funcionais, não serve os propósitos últimos da transparência e, por que não dizê-lo, da aparência exigível a instituições públicas, sobretudo às que desempenham missões de socorro.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

INEM propõe instalação de desfibriladores automáticos externos


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Um modelo de desfibrilador automático externo

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) propôs a instalação de desfibriladores automáticos externos (DAE) em locais onde a acumulação de público, como estádios, centros comerciais ou hipermercados, aumente a probabilidade de haver situações onde este tipo de equipamento seja necessário.

O uso de um DAE, como o Philips que mencionamos num texto anterior, embora simples, carece de alguma formação, sobretudo a nível de sensibilização para o uso deste tipo de equipamento e da identificação das situações em que este deve ser usado, sempre sob a supervisão de um técnico do INEM, que deverá ser contactado antes do início de qualquer manobra de reanimação.

O INEM irá promover cursos nos quais poderão participar desde entidades oficiais a particulares, passando por empresas, de modo a que a probabilidade de alguém com a formação adequada esteja presente em caso de necessidade permita um socorro rápido e eficaz.

Seria, no entanto de avaliar da possibilidade de, em zonas mais remotas mesmo que pouco povoadas, instalar este tipo de equipamento, entre outros e contratualizar com um conjunto de habitantes que aceitem a frequentar as acções de formação adequadas e tenham a necessária disponibilidade para, de forma rotativa, assgurar um mínimo a nível de primeira intervenção.

Esta iniciativa do INEM tem o apoio de Bombeiros e da própria Ordem dos Médicos, que apenas impoe a formação e supervisão como requesito para operar o DAE, e poderá, numa altura em que estes equipamentos são cada vez mais acessíveis e automatizados, vir a salvar vidas.

domingo, dezembro 07, 2008

Nevão expõe falta de meios adequados - 2ª parte


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Land Rovers após um nevão

Para algumas corporações o problema é a falta ou a inadequação de meios para socorro na montanha e nestas condições climáticas, enquanto para outras é a sua inexistência, incluindo-se nestas últimas algumas das que estão sedeadas em zonas montanhosas, as quais deviam estar preparadas para este tipo de eventualidade.

A falta de uma completa inventariação, com menção do grau de operacionalidade, e uma defeciente coordenação, agravam o problema da escassez de meios, sendo que a falta de padronização de equipamentos, com as aquisições a serem muitas vezes decididas localmente, diminuem o grau de operacionalidade, mesmo nos casos em que o treino do pessoal é adequado.

Mas também a manifesta falta de civismo de muitos automobilistas deve ser devidamente lembrada, com inúmeras situações de falta de respeito pela sinalização, nomeadamente a de via encerrada ao trânsito, condução perigosa ou temerária, falta de preparação técnica de condutores e veículos agravou o problema, obrigando a empenhar meios de socorro que podiam ser úteis noutro local.

Há, pois, uma combinação de factores que agravaram a situação geral, a qual deve servir de alerta para as alterações climáticas que se fazem sentir, com temperaturas mais extremas, menor defenição das estações do ano e a maior possibilidade de ocorrência de fenómenos naturais quando comparado com décadas anteriores.

Após anos em que o esforço por parte da Protecção Civil foi, justificadamente, no combate aos fogos florestais, com muitas áreas de intervenção a serem preteridas do que resultou uma manifesta escassez de material, de coordenação e mesmo de inventariação, tornando o socorro em situações climáticas particularmente adversas e perigosas para os próprios elementos participantes nas operações.

sábado, dezembro 06, 2008

Instaurada auditoria ao sistema de atendimento do INEM - 1ª parte


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Uma ambulância de socorro do INEM

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) instaurou uma auditoria ao Sistema Integrado de Atendimento e Emergência Médica e ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa e Vale do Tejo, respondendo assim a um conjunto de críticas e protestos resultantes de situações de demora que se têm repetido.

Recebido no Parlamento, Abílio Gomes, respondeu a questões dos deputados sobre alegadas falhas de prestação de socorro às vítimas, atrasos substanciais e descoordenação no serviço, do que têm resultado sucessivas notícias e uma sensação de insegurança das populações.

Segundo o presidente do INEM, "não existem chamadas não atendidas pelo CODU de Lisboa e Vale do Tejo", mas tão somente "chamadas que, sendo registadas na central telefónica, são abandonadas, desligadas pelo contactante na origem", sendo que estas correspondem a 14% do total recebido.

O tempo médio de espera é de 55 segundos e, segundo o mesmo responsável, "11% dessas chamadas foram desligadas no intervalo inicial dos zero aos cinco segundos", mas admitiu que em situações de pico, o tempo de atendimento "pode ser mais prolongado".

O tempo médio de atendimento das chamadas para o CODU de Lisboa e Vale do Tejo terá sido, em média, de 23 segundos, sendo que as regras internacionais recomendam um limite de dois minutos que, em determinadas alturas de maior pressão, terá aumentado, facto que, aliado à situação de tensão de muitos dos pedidos, poderá parecer como uma demora muito superior.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Dia do voluntariado


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Um cartaz de promoção do voluntariado

Lembramos neste pequeno texto a importância crescente do voluntariado, homenageado neste dia, e o impacto que milhares de cidadãos anónimos, que dispendem tempo e recursos ao serviço dos mais necessitados, têm para que esta sociedade seja menos egoista.

Numa época de crise económica, com um manifesto empobrecimento da classe média e o surgimento de um cada vez maior número de necessitados, o esforço dos voluntários tem sido decisivo para, para além de fornecer bens materiais, dar esperança a tantos que hoje desesperam.

Em Portugal, apesar de ainda distante de muitos países europeus de maior tradição nesta área, o voluntariado tem crescido em importância e mobilização, ganhou organização, enquadramento e maior visibilidade e hoje substitui o Estado em inúmeras situações em que este não tem capacidade para actuar.

A todos estes milhares de voluntários anónimos, cujos nomes nunca serão conhecidos, mas de cuja generosidade dependem tantos concidadãos, deixamos a nossa sentida homenagem e o nosso muito obrigado.

Nevão expõe falta de meios adequados - 1ª parte


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Veículo dos bombeiros após o último nevão

Os dias de frio, com queda de neve e formação de gelo em várias zonas do País, expuseram uma séria falta de meios de socorro adaptados a este clima hostíl, verificando-se insuficiencias agravadas durante o período da noite ou em conjugação com o nevoeiro.

São várias as situações em que o resgate tardou em demasia, como os seguranças na Torre da Serra da Estrela ou os técnicos que estavam num parque eólico no parque de Montemuro, a perto de 1.000 metros de altitude, onde a espera foi demasiada e o próprio salvamento arriscado para quem participou na missão de resgate.

Para além de uma manifesta escassez de meios que permitam manter abertas as vias de comunicação, com diversos utentes a comparar a situação no nosso País de forma desfavorável em relação a Espanha e França, onde, mesmo com temperaturas mais baixas e condições climáticas mais adversas, o número de estradas encerradas tende a ser menor e, quando tal sucede, a reabertura é mais rápida

Faltaram meios todo o terreno, equipamentos de comunicações fiáveis, GPS e mesmo agasalhos adequados, capazes de suportar não apenas o frio, mas também de servir como isolamento contra a neve fina ou a água, que se entranha em várias roupas pouco compatíveis com a situação climática actual.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Messenger Live 9.0 Beta em uso


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Écran do Messenger Live 9.0 Beta

Já abordamos algumas das novidades do Messenger Live 9.0 Beta, mas após algumas semanas de teste em diversos computadores, decidimos voltar ao assunto para aconselhar os nossos leitores que recorram com maior frequência ao uso de mensagens instantâneas a instalar esta versão do programa.

Para além de uma excelente estabilidade, a possibilidade de usar simultanemente o mesmo identificador ou "user id" em diversos computadores, sem que tal implique encerrar a sessão anterior, como até agora, tem facilitado muito a manutenção de várias conversações ao mesmo tempo, sem sobrecarregar excessivamente o equipamento nem encher o écran com demasiadas janelas.

Esta nova funcionalidade, que pode ser desactivada, apenas funciona caso o identificador seja exclusivamente usado por computadores com o Messenger 9.0, caso contrário as restantes sessões serão encerradas, tal como acontecia com todas as versões anteriores, com o "software" a informar quantos equipamentos distintos estão a ser usados com o mesmo "id".

É de notar, também, que existe coordenação em termos de mensagens entre os vários equipamentos ligados, ficando os registos replicados em todos os equipamentos, tal como o estado é constantemente monitorado e fica idêntico em todos os computadores.

Este é um "upgrade" que aconselhamos, tal como sugerimos experimentar o novo "software" de correio electrónico do Live, que apresenta significativas vantagens relativamente ao Outlook Express, que será substituido por esta nova versão.

Governo vai instituir a carreira de paramédico - 2ª parte


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Uma ambulância de socorro dos bombeiros

Falta, no entanto, equacionar os custos de todo este processo, pois este aumento de qualificações não apenas requer alterações contratuais, com vínculos mais defenitivos, como resultará num aumento a nível de vencimentos, representando um encargo significativo para quem tiver que o suportar, seja o INEM, através do Estado, sejam as corporações de bombeiros, as quais já enfrentam sérias dificuldades.

Apesar do acordo inicial, o projecto defenitivo ainda está por negociar de modo a ser devidamente aprovada e regulamentada, mas este é um passo que tem todas as condições para vir a concretizar-se, ultrapassadas que estão as pressões de diversos grupos de opinião que se têm oposto ao estatuto de paramédico e a uma maior qualificação dos tripulantes das ambulâncias de socorro que não sejam enfermeiros ou médicos.

Este será um passo fundamental para equiparar Portugal aos padrões da maioria dos países europeus a nível da qualificação dos técnicos de ambulâncias, faltando, no entanto, um reforço a nível de pessoal médico e de enfermagem e um substancial melhoramento do sistema de gestão e controle de meios, que tem dificultado seriamente a acção no terreno.

No entanto, mesmo com a requalificação dos técnicos ou a contratação de mais pessoal médico, não é possível substituir meios hospitalares nem compensar as falhas resultantes do encerramento de serviços, pois a distância entre o local de intervenção e o de tratamento não será reduzido e os tempos de deslocação tenderão a manter-se.

Sendo extremamente importante a instituição da carreira de paramédico, esta melhoria no socorro não corrige problemas que derivam de erros estruturais e de uma fragilidade a nível de coordenação e gestão de meios que tem vindo a ser sucessivamente responsabilizada por incidêntes dos quais têm resultado sérias consequências para as vítimas.