sexta-feira, abril 06, 2018

Programação de comandos de 1 botão de Land Rover - 1 ª parte

É possível programar os comandos de um botão LUCTXTJ1, igualmente disponível com as referências AMR3723 e AMR2027, utilizado nalguns modelos de Land Rover, como os primeiros Discovery 300Tdi, recorrendo a um processo que envolve uma sequência de passos que deve ser efectuada de forma correcta e num espaço de tempo muito curto, sem que seja necessário recorrer a um equipamento de diagnóstico.

De início a ignição tem que estar desligada, as portas destrancadas e o botão do sensor de alarme do capot premido, sendo necessário concluir os passos seguintes em menos de 8 segundos, pelo que será aconselhável que o procedimento seja efectuado por duas pessoas.

1 - Ligar a ignição
2 - Desligar a ignição
3 - Trancar as portas premindo o botão da porta do condutor
4 - Destrancar as portas, puxando o botão da porta do condutor
5 - Soltar o botão do capot
6 - Ligar a ignição
7 - Desligar a ignição

quinta-feira, abril 05, 2018

ANPC sela hangares de manutenção dos Kamov - 2ª parte

Independentemente das suspeitas, que não incidem sobre algo de novo, a suspensão dos trabalhos, caso estes ficassem concluídos a tempo de os Ka-32 serem utilizados este Verão, parece negativa, com uma eventual imposição de alguma legalidade a poder ter como contrapartida a perda de um importante recurso no combate aos fogos, no que consideramos, numa primeira análise, ser uma decisão que terá mais inconveniêntes do que benefícios.

A suspeita de uso indevido de peças, e da irregularidade do seu transporte para um laboratório a 300 metros e dentro da mesma base, portanto nas mesmas instalações e perímetro de segurança, podendo não ser formalmente adequada, parece ser comum neste tipo de reparação onde o trabalho em laboratório, em situações específicas, é necessário, não podendo ser efectuado num simples hangar onde os recursos e condições ambientais são diferentes.

Outra possibilidade é a de ou o Estado considerar que os helicópteros não estariam prontos a tempo ou não ter interesse na sua disponibilização, que, tendo vantagens operacionais, implica custos elevados, não apenas no processo de recuperação destas aeronaves, mas a nível da sua operação, particularmente dispendiosa, sendo possível que as verbas previstas para os Kamov pudessem ser melhor investidas noutro tipo de recurso.

Neste caso, surgiria a questão do incumprimento contratual, sendo de prever que fossem exigidos meios de substituição que, muito possivelmente, teriam um custo menor e um maior nível de operacionalidade, pelo que ocorre que, subjacente a esta decisão da ANPC, estaria a substituição de meios a expensas e sob a responsabilidade da Everjets ou, simplesmente, o pagamento de uma verba ao Estado que a poderia utilizar na contratação de outros meios aéreos.

quarta-feira, abril 04, 2018

Comissão independente apresenta relatório sobre incêndios de Outubro - 5ª parte

Por outro lado, na posse deste relatório, o Ministério Público acelerou as investigações, sendo de esperar que sejam constituidos arguidos responsáveis operacionais e, possivelmente, a própria tutela política, incluindo responsáveis a nível central e autárquico, algo que, apurando todas as responsabilidades, directas e indirectas, seria perfeitamente compreensível.

É absolutamente incompreensível que as responsabilidades caiam apenas sobre alguns comandantes operacionais, enquanto os responsáveis pelas decisões estruturais que, ao longo de anos, criaram o cenário para que esta tragédia decorresse no momento em que um conjunto de circunstâncias e factores convergissem, escapem incólumes, sem prestar contar por uma longa sequência de decisões que, nalguns casos, não são meros erros, mas autênticos crimes, para os quais existe uma moldura penal.

O relatório da comissão independente, para além de lançar alguma luz sobre o sucedido, expõe um conjunto de erros ou omissões, fundamento cada crítica com o conhecimento de quem tem os conhecimentos científicos e técnicos, para além da necessária experiência, constituindo uma importante base num assunto que não se esgota aqui, mas que agora é visto sob uma nova luz e uma perspectiva mais clara.

Novos relatórios, em diferentes âmbitos, apontarão, sem dúvida, para outras questões, abordando a factualidade sob outras perspectivas, complementando o conhecimento relativo a uma das maiores tragédias vividas no nosso País, fornecendo bases para a adopção de medidas que, mesmo perante um incêndio com uma violência semelhante, permitam minimizar as consequências protegendo, pelo menos, as populações, caso tal não seja possível fazer o mesmo relativamente aos bens materiais.

terça-feira, abril 03, 2018

Land Rover Owners da Primavera de 2018 já nas bancas

Já se encontra nos locais de venda habituais a edição da Primavera de 2018 da Land Rover Owners International, com o destaque da capa a pertencer a um comparativo entre um Defender Td4 110 e um Discovery 3, analizando o seu desempenho fora de estrada e qual destes modelos, completamente distintos, será a melhor opção, obviamente tendo em conta o gosto e utilização do proprietário.

É interessante o artigo que alerta para um conjunto de problemas na aquisição de Series 1, onde se têm verificado várias tentativas de burla agora que o modelo inicial da Land Rover surge como particularmente apetecível, bem como o que analisa um P38 considerado único, concretamente um escritório móvel, e que vem lançar alguma luz quanto a um veículo que continua a ser considerado polémico entre os adeptos da marca.

É curioso o Serie 2A propulsionado por um motor a vapor, o processo de reconstrução de um "Ninety", o antecendente do Defender, o guia de compra do Range Rover Sport L320, mais adaptado ao mercado britânico, mas com indicações importantes para outras realidades, dando relevo a um modelo cujo preço em Inglaterra tem vindo a baixar, tornando-o cada vez mais apetecível para quem pretende um veículo de luxo com excelente desempenho dentro e fora de estrada.

Entre os artigos técnicos merece destaque a remoção da carroçaria de um Discovery 3 e a reconstrução de um Range Rover Classic, sendo ainda de interesse a descrição de expedições, sobretudo na neve, que caiu em grande parte da Europa, bem como a apresentação e testes de diversos produtos, a que acresce a habitual publicidade temática, compondo uma edição interessante e variada que irá certamente agradar aos adeptos da marca.

segunda-feira, abril 02, 2018

Comissão independente apresenta relatório sobre incêndios de Outubro - 4ª parte

Sem reforço, seja pela contratação de meios, seja pela sua mobilização, e sem o respectivo pré posicionamento, na ausência de um alerta adequado e de um plano preparado para a eventualidade de, tal como efectivamente sucedeu, a situação evoluir rapidamente no sentido de um alastrar rápido e descontrolado das chamas, estava criado o cenário que deu origem à tragédia que conhecemos.

Considerado por alguns como uma forma de resignação, ao sugerir que o combate estaria votado ao insucesso, é um facto que em muitas situações, mesmo uma opção defensiva dificilmente resultaria, mas tal não implica que tivesse sido feito tudo o que era possível e menos ainda que o sucedido tenha sido completamente inevitável em toda a extensão das suas consequências, nem o relatório visa a desresponsabilização dos principais intervenientes.

Aliás, é bem vincado que as populações foram, em grande parte, abandonadas à sua sorte, sendo certo de que a observação de um calendário administrativo rígido e a manifesta vontade de evitar gastos teve consequências devastadoras, sendo óbvio que foi a opção de reduzir custos que resultou na falta de cuidados no Pinhal de Leiria, quase inteiramente devastado pelo fogo, tal como sucedeu com outras áreas pertencentes ao Estado e que, igualmente, não se encontravam adequadamente cuidadas, não cumprindo o que a legislação impõe.

Certo é que, segundo este relatório, só a chuva, que começou a cair no dia 17, evitou que a tragédia continuasse, com uma simulação a apontar para a possibilidade de, caso se tivessem mantidas as condições climatéricas adversas, a área ardida nestes incêndios tivesse sido o dobro daquela que se verificou.

domingo, abril 01, 2018

Suporte para braço para porta de Defender da MUD

A MUD apresentou recentemente um suporte para braço, destinado a ser encaixado na porta de um Land Rover Defender, permitindo um melhor apoio e maior conforto durante as viagens, com ou sem o vidro aberto, o que vem ao encontro de queixas de muitos proprietários deste modelo.

Disponível para a porta esquerda ou direita, este suporte é encaixado entre o forro da porta e a calha do vidro, podendo ser colocado e removido sem esforço e sem o recurso a ferramentas e acomodado dentro de uma "cubby box" ou no próprio saco que é fornecido com este acessório.

Sabendo que um Defender nunca terá o conforto de outros modelos, condicionado pelo formato do habitáculo e posição de condução resultante, um conjunto de acessórios, alguns relativamente pouco dispendiosos, pode melhorar a vida a bordo, e este apoio para o braço, eventualmente uma "cubby box", ou mesmo outros bancos, mais confortáveis, este um melhoramento mais dispendioso e que implica legalização, são algumas de muitas opções existentes no mercado, onde acessórios para este modelo não faltam.

Este apoio para braço custa 24 Libras, a que acrescem portes, caso aplicável, o que, não obstante o excelente acabamento, a inclusão de um saco de transporte, a qualidade do material e a originalidade do desenho, parece algo exagerado face a uma peça de pequenas dimensões em plástico que, no entanto, aumenta substancialmente o conforto num Defender, sobretudo durante viagens mais longos.

sábado, março 31, 2018

Digital Dashboard GPS Pro

Periodicamente, algumas aplicações para "Android" pagas podem ser descarregadas e posteriormente utilizadas gratuitamente a partir da própria "Play Store", sendo disso exemplo, no dia de hoje, a "Digital Dashboard GPS Pro", uma aplicação que permite dispor de um conjunto de informações sobre percursos em curso ou efectuados num dispositivo móvel

Entre as funcionalidades encontra-se a gravação de um percurso em formato gpx no cartão de memória, o que permite a integração com mapas digitais, bem como o registo dos diversos percursos efectuados, sendo fornecidos diferentes gráficos que permitam a sua análise, incluindo elevações ou velocidades instantâneas, distância ou duração.

Estão disponíveis velocimetros para veículos motorizados e bicicletas, com informação disponível em quilómetros ou milhas por hora, a informação relativa ao estado dos satélites utilizados para obtenção de dados, como velocidade ou posicionamento, sendo a informação visualizada de forma simples sobre um écran onde não estão presentes elementos que distraiam o utilizador.

Em Gpxscan.com podem-se encontrar informações adicionais de um programa de utilização muito simples, que permite obter, gerir e salvaguardas um conjunto de informações relevantes de cada percurso efectuado, e que, num período em que pode ser descarregado gratuitamente, se justifica descarregar, mesmo que para uma utilização posterior.

sexta-feira, março 30, 2018

Quem cede os dados? - 2ª parte

Igualmente grave é o facto de muitos optarem por utilizar o "login" do Facebook, mas também de outras redes sociais ou mesmo contas de correio electrónico, nos mais diversos "sites", do que resulta uma autêntica cedência de dados, sendo imprevisível a forma como estes serão tratados ou mesmo cedidos a terceiros, podendo resultar numa exposição particularmente perigosa e inclusivé ser incluída numa das listas destinadas ao cibercrime.

Obviamente, não estamos a falar de "logins" indevidos, efectuados por terceiros, já que existem mecanismos para o prevenir, que podem estar ou não implementados pelos utilizadores, com o alerta enviado para um endereço de correio electrónico ou a exigência de uma confirmação através de um código enviado por SMS, sendo certo de que aqueles que menos velam pela privacidade tendem a coincidir com os que implementam melhores medidas de segurança.

Sem isentar de responsabilidades o Facebook, ou outras entidades que alojem dados pessoais e os exponham indevidamente, e isto independentemente do contratualizado, já que tal, sendo um atenuante, não isenta de culpas quem age com menos discernimento, existe uma franca cumplicidade, mesmo que involuntária, dos utilizadores que, através dos seus actos, expoem ou fornecem os seus próprios dados, muitos demonstrando escassa preocupação com o facto até este ser publicamente exposto.

Sem ler os termos e condições das redes sociais em que se inscrevem, e menos ainda dos programas associados que utilizam, escritos muitas vezes de forma algo críptica ou tão extensa que convida à desistência, muitos são os que de facto, mesmo que por ignorância ou laxismo, abdicam da sua privacidade, constituindo uma presa fácil para empresas menos cuidadosas ou pouco escrupulosas que assim obtêm um poder ilegítimo.

quinta-feira, março 29, 2018

ANPC sela hangares de manutenção dos Kamov - 1ª parte

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) encerrou os hangares do aeródromo de Ponte de Sor, em Portalegre, onde estavam a ser reparados três helicópteros Kamov Ka-32 e fez sair as equipas que procediam às reparações das aeronaves, selando-os, pelo que todas as actividades relacionadas com estes aparelhos se encontram suspensas.

A ANPC terá selado os hanagres porque a empresa russa Heliavionics, que estava a efectuar as reparações, estaria a movimentar e manipular material sem identificação do mesmo e autorização prévia, num procedimento que, segundo a Everjets, é normal ao longo dos últimos anos e terá permitido manter estas aeronaves operacionais.

Segundo a empresa Everjets, responsável pela manutenção e operação destes helicópteros pesados, esta decisão da ANPC terá impacto no prazo de conclusão dos trabalhos, "ficando impossibilitada de cumprir os objetivos e garantir a prontidão das aeronaves" os quais, portanto, poderão não estar disponíveis para o combate aos fogos neste Verão.

Estes Ka-32, incluídos num lote de 6 que, juntamente com 4 Ecureuil AS350 constituiam a frota da extinta Empresa de Meios Aéreos, resultaram de uma aquisição por parte do Estado português que esteve, desde o início, envolvida em numerosas polémicas, seja relacionadas com todo o processo de aquisição e gestão, seja pelos elevadíssimos encargos face ao nível de operacionalidade dos meios, pelo que este novo episódio já pouco pode espantar quem tenha acompanhado a totalidade do processo.

quarta-feira, março 28, 2018

Quem cede os dados? - 1ª parte

A cedência de dados de 50.000.000 de utilizadores do Facebook a uma empresa com actuação na área da política, a Cambridge Analytica, e que estará ligada a campanhas de manipulação, tem levantado diversas questões quanto à actuação dos responsáveis pela maior rede social do Mundo, mas tal não isenta de responsabilidades numerosos utilizadores.

Existe uma manifesta incompreensão por parte de muitos utilizadores relativamente a regras e procedimentos que visam defender ou, pelo menos, alertar para questões relacionadas com a privacidade e segurança dos dados armazenados nos servidores do Facebook, sendo poucos os que, quando surge a mensagem de revisão da política de privacidade, percorrem os vários quadros, tentando obter maior informação quanto à sua exposição pessoal.

Muitos utilizadores têm perfis completamente públicos ou quase, expondo os dados perante todos, enquanto outros preenchem todo o tipo de questionários e testes sem ter em atenção a sua proveniência, nem a possibilidade de estarem diante de uma aplicação externa ao Facebook e que, portanto, se rege por regras distintas.

Estes questionários ou testes, e mesmo alguns jogos, solicitam o acesso ao perfil, sendo certo de que quem opta por os utilizar está a disponibilizar um conjunto de informações que supõe manter como privadas, podendo, inclusivé, expor a sua lista de amigos ou contactos, aumentando assim a vulnerabilidade de um conjunto inteiro de utilizadores, incluindo-se entre estes os que tiveram maior prudência a nível de exposição de dados.