sexta-feira, setembro 04, 2009

Canadair italianos em Portugal - 3ª parte


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Um Canadair no combate a um fogo florestal

De entre as opções erradas, seja objectivamente, seja subjectivamente dada a mensagem que enviam, é de salientar o encerramento de serviços e valências que para as populações locais significa uma intenção de abandono por parte do poder central e se traduz no cada vez maior abandono dessas regiões.

A decisão de usar meios temporários ou optar por soluções defenitivas corresponde, logicamente, a instâncias diferentes, mas não podemos esquecer que no primeiro caso, estamos a falar de controle de danos, dos quais, independentemente do sucesso obtido, resulta sempre um prejuizo objectivo, que pode ser minimizado, mas que não deixa de ter um significativo impacto social.

Procurar soluções defenitivas, menos imediatistas e que se sentem a longo prazo, tem, por seu lado, custos óbvios, a suportar na actualidade, e apenas proveitos num futuro de médio ou longo prazo, algo que surge demasiado longínquo para enquadrar num calendário eleitoral onde alterações estruturais deem algum fruto, razão pela qual não vemos interessados em planear e perspectivar algo de defenitivo.

Enquanto o planeamento for sacrificado em prol do curto prazo e de algum controle de danos e contenção noticiosa, pouco mais podemos esperar do que o eternizar de uma desertificação e a falta de sustentabilidade de uma larga parte do território nacional, cada vez mais despovoado e empobrecido.

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