quinta-feira, julho 01, 2010

Começa a "Fase Charlie" - 2ª parte

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Bombeiros a caminho de um incêndio florestal

A inversão verificada em 2009 confirma que esta não é, nem nunca será uma batalha ganha, vem acabar com algum triunfalismo governamental, incapaz de se aperceber de que, estruturalmente, a floresta portuguesa e o ordenamento do território não mudaram, pelo que se continua numa táctica limitada de controle de danos e não perante uma estratégia de desenvolvimento do mundo rural.

Na verdade, nesta vertente, tem-se verificado uma regressão, fruto de opções políticas erradas que têm contribuido para desertificar o Interior e para enviar a lamentável mensagem de que as populações, privadas de serviços de saúde, de tribunais ou de escolas nas suas localidades, estão cada vez mais abandonados e dependentes de deslocações aos grandes centros urbanos, algo que pode ser tão insustentável como inadequado.

Se a esta opção de encerramentos adicionarmos as restrições financeiras, do que resultou, por exemplo, o adiamento do início da "Fase Bravo" ou insignificante pagamento aos voluntários, bem como o diminuto número de acções de prevenção e de limpeza das matas, a perspectiva é a de, mais uma vez, ser essencialmente a meteorologia a determinar o exito desta campanha, servindo como justificativo do que corra menos bem.
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