quinta-feira, outubro 14, 2010

Decretada uma recessão - 3ª parte

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Uma fábrica encerrada nas Caldas da Rainha

Aliado à diminuição de investimento e diminuição de ordenados, o consumo interno vai diminuir em muito, com uma percentagem acrescida de bens a ser adquiridos no estrangeiro, e a massa total de impostos a cobrar vai ser reduzida, com o agravante de as prestações sociais terem tendência para aumentar.

Esta fórmula, onde o facilitismo de cortar de forma pouco criteriosa nos rendimentos em vez de o fazer nas despesas supérfulas, e mesmo em algumas que tendo a sua utilidade, não são indispensáveis, mas que entram em conflito com interesses estabelecidos, tem um resultado inevitável que se multiplica sucessivamente, retraindo a economia.

Portugal, antes de um problema financeiro, tem um problema económico e sem a resolução deste, seguindo a opção dos cortes sucessivos, o caminho é oposto ao de uma solução, dado comprometer o sector produtivo, destruindo segmentos do sector empresarial e adiando assim a mais que necessária recuperação.

Basicamente, com as soluções escolhidas, acabou de ser decretada uma recessão e adiados por anos uma solução para uma crise que, perante as orientações actuais, vai continuar a agravar-se ao longo dos próximos meses.
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