segunda-feira, novembro 08, 2010

Não há socorro para este Orçamento... - 3ª parte

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Uma floresta queimada

Com a redução orçamental, na ordem dos 9%, que se verifica no Ministério da Saúde, de onde provêm verbas para o socorro, sendo o exemplo mais óbvio o do Instituto Nacional de Emergência Médica, é expectável que esta instituição seja abrangida pelos cortes, algo que terá impacto a nível operacional e na própria estrutura organizacional, bem como nas perspectivas de quantos lá trabalham.

Os primeiros alertas já surgiram, por parte de elementos das forças policiais, área onde o impacto dos valores constantes do actual orçamento são facilmente verificáveis, esperando-se que em breve representantes de outros sectores, entre os quais os que estão ligados à protecção civil e ao socorro, revelem as suas preocupações.

Com a atribuição de verbas, resultantes da aprovação na especialidade do Orçamento, mesmo as classes profissionais onde existe uma maior descentralização, incluindo voluntários, prevê-se que surja idêntica contestação, com o agravante de, em função do tipo de vínculo, do qual resulta uma menor dependência, facilmente se traduz numa desmotivação e mesmo afastamento.

Esta perspectiva, aliada a um inevitável empobrecimento generalizado, que irá sobretudo afectar as zonas deprimidas do Interior, violando princípios básicos de solidariedade nacional, e mesmo o espírito da própria Constituição, irá aumentar o contraste entre as regiões e, quase certamente, resultará no aumento de migrações, sobretudo entre os jovens desempregados, que dificilmente encontrarão trabalho nas grandes cidades dos Litoral.
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