terça-feira, março 15, 2011

Cedendo perante os fortes - 3ª parte

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Uma manifestação de estudantes em Portugal

Acresce, naturalmente, o custo da contestação e agitação social, legítima e justificada, que se reflete em perdas de produtividade, bem como a recessão, que se vai agravando com a perda de poder de compra e de falta de confiança, bem como pelo aumento da emigração entre jovens qualificados, nos quais o País investiu sem obter retorno.

Com uma população envelhecida, onde a percentagem activa diminui, a perda desta camada jovem, que irá reforçar economias em crescimento, tem um impacto, que, sendo difícil de contabilizar, não deixa de ser substancial, sobretudo em termos de futuro, dado o reflexo na demografia e no número de nascimentos.

Esta recessão, que tenta ser compensada pelo aumento de impostos, incapaz de compensar o aumento dos encargos da dívida pública, significa objectivamente que a queda do produto interno bruto não só poderá ser mais severa do que o previsto, como as novas receitas do Estado serão insuficientes para inverter esta trajectória.

Resta, naturalmente, a habitual solução do recurso ao crédito, pagando juros exorbitantes, muito acima do comportável e com tendência a subir, situação que pode evoluir ainda mais desfavoravelmente após o recente terramoto do Japão e a possibilidade de aquele país asiático necessitar de contrair empréstimos.
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