quinta-feira, janeiro 15, 2009

Neve para circulação em diversas estradas - 3ª parte


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Parola e um Defender da Landlousã

É bom não esquecer que se os meios de socorro foram insuficientes, a vulnerabilidade dos equipamentos, e não apenas de vias de comunicação, demonstram que o problema é estrutural e que temperaturas abaixo do normal podem impedir o normal funcionamento de escolas, hospitais, comprometer o abastecimento das populações, resultar em cortes de energia eléctrica ou a nível da rede de água, entre tantos outras situações das quais resultam pedidos de ajuda.

Acresce uma notória falta de preparação e muitas vezes de civismo a nível individual, patente nas respostas de muitos automobilistas quando interrogados acerca de flagrantes violações de instruções das autoridades policiais, e indo até aos próprios projectos de construção, que são aprovados mesmo quando não contemplam a possibilidade de uma acentuada queda dos valores mínimos de temperatura que pode ocorrer nos próximos anos.

Obviamente, quando o problema é estrutural e não conjuntural, não estamos diante de um mero problema a nível de socorro, mesmo que aqui se possa e deva proceder a melhorias funcionais e organizacionais, sendo que qualquer solução passa por vertentes que vão desde o ordenamento do território até ao melhoramento de um conjunto de sistemas de distribuição, passando pelo apoio às populações mais isoladas ou a segmentos mais desprotegidos da sociedade.

A Protecção Civil, tal como outras entidades, não cria os cenários em que vai actuar, podendo apenas alertar para um conjunto de possibilidades e desenhar táticas operacionais que minimizem consequências, pelo que as falhas que se verificaram, e que se poderão facilmente repetir com maior amplitude, devem ser assacadas ao poder político e a uma falta de visão estratégica que compromete seriamente a segurança dos cidadãos.

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