segunda-feira, agosto 16, 2010

Nacionalizar, ordenar ou gerir - 1ª parte

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Combate a um fogo em Portugal

A recente proposta formulada pelo ministro da Agricultura no sentido de que o Estado poderia assumir o controle de áreas rurais abandonadas tem sido entendida como uma forma de nacionalização e, obviamente, fortemente contestada.

Num País onde o Estado é incapaz de cuidar adequadamente das extensas áreas de que é proprietário, adicionar uma imensa superfície segundo critérios que, quaisquer que pudessem ser, seriam contestados judicialmente, demonstra um completo irrealismo e um desconhecimento da realidade que não pode deixar de lembrar a completa falta de investimento público na floresta.

Poucos ainda se lembram, mas convém recordar, que existe um imposto sobre os combustíveis, no valor de 1% e que já disponibilizou largos milhões de euros, destinados a proteger a floresta e a reflorestação, dos quais nada foi destinado ao seu propósito inicial, ficando nos cofres do Estado para outros fins.

Muito podia ser acrescentado, mas perante esta perspectiva, é manifesto que o Governo não tem sido capaz de apresentar políticas válidas na área florestal, ou mesmo agrícola, algo que, dado que não conhecemos uma visão global ou uma perspectiva de desenvolvimento para o País, surge como perfeitamente natural.
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