quinta-feira, agosto 19, 2010

Parque Nacional da Peneda-Gerês arde outra vez este ano - 2ª parte

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Bombeiros no combate a um fogo em Portugal

Por muito que se tentem encontrar justificações ou explicações, a situação que se vive no PNPG é inaceitável e não é a nível do combate que se devem assacar responsabilidades, mas à gestão do parque e ao enquadramento legal que a condiciona, com erros que se tendem a acumular ao longo de anos que nem os repetidos incêndios parecem fazer corrigir.

A falta de uma utilização equilibrada, que implica o usufruto da área a todos os níveis, mas sobretudo no seu potencial turístico, tem vindo a criar uma situação que algums classificam como de desenvolvimento natural mas que, efectivamente, é de abandono e resulta no crescimento desordenado de algumas espécies e na inexistência de acessos.

O facto de os incêndios no PNPG continuarem activos há mais de uma semana, mesmo que sendo novas ocorrências, demonstra que a actual configuração deste parque não permite um combate eficaz, cabendo aos meios aéreos o papel principal no ataque aos fogos, algo que é obviamente insuficiente e obriga a uma quase suspensão durante o período da noite.

Esta opção táctica, quando imposta pelas circunstâncias resultantes do actual estado do Parque, impõe que se adoptem medidas, equilibrando ecologia e deixando tão intactas quanto possível as principais áreas da reserva, onde existam colónias de especial importância, mas aceitando que terão que se efectuar mudanças a nível de ordenamento e das acessibilidades, acabando com o actual regime de excessiva restrição.
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