quarta-feira, dezembro 03, 2008

Falar com "kits" de mãos livres também é um risco para a condução


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Um "kit" de mãos livres

Um estudo realizado pelo University of Utah Applied Cognition Lab concluiu que falar ao telefone durante a condução, mesmo usando um "kit" de mãos livres, é mais perigoso do que conversar com o passageiro do lado.

As conclusões foram publicadas no Journal of Experimental Psychology e resulta de um estudo onde participaram 96 indivíduos adultos, agrupados em 48 pares, que cujo comportamento foi testado num simulador de condução, onde os participantes conduziram durante 10 minutos a falar ao telemóvel, a conversar com o seu parceiro e, finalmente, com ambos em silêncio.

Durante a conversa ao telemóvel, existe uma maior probabilidade de se verificarem alterações de trajetória ou desvios na faixa e a aproximar-se mais perto do veículo da frente, denotando falta de concentração e menor rapidez de raciocínio.

Durante as conversas com o passageiro do lado, que instintivamente vai reagindo às variações das condições de circulação e a eventuais perigos, a condução revela-se mais atenta.

Estas são conclusões que parecem óbvias, mas convém alertar os perigos que encerra um equipamento que, sendo legal e apresentando vantagens relativamente à sua inexistência, não deixa de poder comprometer uma condução segura.

Presidente alerta para falta de equipamentos no Interior - 2ª Parte


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Uma antiga escola primária, hoje abandonada

Mesmo os investimentos em vias de comunicação, anunciados como forma de favorecer algumas das zonas mais remotas do nosso País, não são nem os mais adequados, nem aqueles que as populações mais anseiam e necessitam, mas tão somente as que melhor se encaixam nos desígnios ministeriais que assim justificam investimentos de monta com o pretexto da solidariedade nacional.

O abandono do Interior, resultado da falta de oportunidades de emprego, mas também da inexistência de um conjunto de serviços essenciais, que nenhum benefício fiscal compensa, tem alterado a estrutura demográfica das zonas mais atingidas por este fenómeno, resultando numa substancial redução de populações capazes de manter os campos agrícolas que, basicamente, se encontram abandonados.

Esta desertificação, para além de aumentar a vulnerabilidade da floresta, diminui substancialmente o campo de recrutamento das corporações de bombeiros, facto agravado pela actual vaga de emigração, do que resulta uma dupla sangria, uma a nível da escassez de admissões e a outra na saída precoce de efectivos.

Desta desertificação humana resulta uma extrema vulnerabilidade da floresta, a sua falta de sustentabilidade e subsquente abandono de terrenos produtivos, onde a falta de limpeza e a quase inexistência de ordenamento transformam zonas outrora produtivas em pouco mais do que gigantescos armazéns de materiais combustíveis que constituem sérios perigos para toda a área envolvente.

Existe uma ligação directa e muito próxima entre a desertificação e o abandono do Interior e o aumento gradual dos fogos florestais ao longo da década de noventa e já neste século, altura em que a extensão das áreas queimadas aliada ao aumento da eficácia no combate inverteu esta tendência, mas surge numa altura em que a insustentabilidade das zonas mais atingidas parece irreversível.

terça-feira, dezembro 02, 2008

UE vai ter unidades de polícia contra criminalidade on-line


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Tentativa de acesso indevido

Os ministros do Interior dos 27 países da União Europeia aprovaram um conjunto de medidas contra o crime via Internet, estabelecendo a criação de unidades especiais das várias polícias nacionais que operarão sob a coordenação da Europol.

Caberá às polícias nacionais formar as unidades da polícia especializadas no combate a este tipo de crimes que terão ao dispor um sistema integrado a nível europeu que centralizará as denúncias e os procedimentos e investigações em curso, partilhando a informação entre os envolvidos.

Noutra vertente, ficou também acordada uma maior protecção dos dados pessoais dos cidadãos comunitários europeus, nomeadamente quando estes fizerem parte dos registos das bases de dados das autoridades policiais e judiciais dos vários Estados membros.

A coordenação da luta contra o cibercrime, sobretudo no respeitante â pornografia infantil, mas também nos caso cada vez mais frequentes de "phishing", furto de identidade ou fraude bancária é essencial, mas devemos salientar que a grande maioria dos servidores de onde partem estes crimes estão fora da Europa e nem sempre a rapidez de investigação permite obter resultados positivos.

A coordenação é essencial, mas sem os meios técnicos e humanos adequados e uma legislação que puna efectivamente este tipo de crimes, algo que não acontece entre nós, de pouco servem estas medidas para além de sossegar algumas consciências e aparentar uma eficácia que, efectivamente, não existe.

Governo vai instituir a carreira de paramédico - 1ª parte


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Uma par de ambulâncias de socorro dos bombeiros

O Ministério da Saúde prometeu, através do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, criar, no prazo de um ano, a carreira de técnico de emergência pré-hospitalar, designado pela expressão "paramédicos" em muitos países europeus e americanos, assumindo assim a necessidade de profissionalizar e certificar os técnicos que desempenham funções nas ambulâncias de socorro.

Esta proposta, que já mereceu concordância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), resulta de uma iniciativa do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) e destina-se a melhorar a formação de um conjunto de profissionais cuja importância tem vindo a aumentar, nomeadamente após a redefinição da rede de urgências do que resulta uma maior responsabilidade para os técnicos de emergência.

A proposta do STAE prevê uma formação de 1.500 horas, muito superior às actuais 210 dos Tripulantes de Ambulância de Emergência (TAE) do INEM, ou das Ambulâncias de Socorro dos bombeiros (TAS), a qual seria supervisionada por médicos e baseada em critérios e programas rigorosos.

Actualmente existem em Portugal 700 TAE do INEM, a que deverão acrescer outros tantos em 2009, 2000 TAS, para uma necessidade estimada de 3.000 paramédicos, sendo possível as actuais técnicos acederem a este estatuto após um curso de 350 horas e uma avaliação por parte de uma comissão médica.

Obviamente, nem todos os 2.700 técnicos existentes, que alcançarão os 3.400 se o INEM aumentar em 700 os seus efectivos, irão ser paramédicos, pelo que, para atingir o número considerado ideal, será necessário proceder a recrutamento externo, mas também é expectável que, com o aumento da profissionalização, as qualificações exigidas para os tripulantes das ambulâncias de emergência aumentem.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Voltaram os incêndios de Inverno


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Bombeiros durante uma cerimónia

A chegada do tempo frio não evitou que diversos incêndios, incluindo alguns com dimensões consideráveis, assolassem o Interior do País, obrigando a mobilizar um substancial conjunto de meios.

Após um incêndio no concelho da Covilhã, outro deflagrou na serra do Pisco, na aldeia de Venda do Cepo, em Trancoso, com as chamas a atingir grandes proporções devido ao forte vento que se fazia sentir, tendo obrigado perto de 70 bombeiros a uma luta que decorreu desde as 17:40 até às 00:40.

Esta é a época em que muitos proprietários, após ter acabado o tempo quente e as proibições, realizarem algumas queimadas, muitas vezes necessárias, mas nem sempre autorizadas e tantas vezes realizadas sem a necessária prudência, ignorando condições adversas que resultam, normalmente, de ventos fortes, um fenómeno normal em zonas acidentadas.

Por outro lado, existe não apenas uma menor disponibilidade de meios humanos, o que tendo em conta o número de ocorrências poderá não ter impacto significativos, mas o mesmo se verifica a nível de meios aéreos que, nas difíceis condições de Inverno, terão maior dificuldade em operar, deixando o esforço do combate às equipas em terra.

Uma autorização para efectuar uma queimada ou a existência de condições legais para o fazer, não é uma carta branca, que permite avançar em condições desfavoráveis, colocando em risco o próprio responsável pelo acto e os seus pertences, como as áreas circundantes e todos quanto acorram para apagar as chamas.

Mesmo sabendo que a renovação de pastagens é essencial para o gado, deve-se apelar à compreensão e ponderação de quem necessita de efectuar queimadas, mas também à solidariedade do próprio Estado, perante quem necessite de pastos e forragens e tenha dificuldades em obtê-las sem colocar em risco a segurança de todos.

domingo, novembro 30, 2008

Presidente alerta para falta de equipamentos no Interior - 1ª Parte


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O Presidente durante uma visita ao Gerês

Numa visita a Meda realizada na passada quinta-feira, Presidente da República, Cavaco Silva, salientou a importância de combater a desertificação do Interior do País como sendo um "um verdadeiro desígnio nacional".

Durante a inauguração da Biblioteca Municipal, o Presidente da República declarou que a desertificação "que atinge boa parte do território nacional" é "uma responsabilidade dos políticos, aos vários níveis" mas também é "uma responsabilidade de todos".

Para o Chefe de Estado, "Portugal não pode ser um país tão desequilibrado na distribuição da população entre litoral e o interior, porque isso põe em causa a coesão territorial do país", pelo que devem existir "equipamentos sociais e culturais de qualidade", que são "um contributo para combater a desertificação que atinge boa parte do território nacional".

Reconhecendo que "há alguma tendência para esquecer o interior do nosso país", Cavaco Silva lembrou que não se "tem cansado de chamar a atenção para essa responsabilidade, que é de todos, e também do Presidente da República".

Apesar dos apelos, é evidente que o Interior se encontra cada vez mais desprovido de serviços e equipamentos, sendo que os recentes encerramentos a nível dos cuidados de saúde são demonstrativos de uma política errada e que transmite, mesmo que involuntariamente, a mensagem de abandono por parte do poder central.

sábado, novembro 29, 2008

Chips nas matrículas violam privacidade


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Exemplo de um "transponder"

A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) considerou que os "chips" ou "transponders" nas matrículas, previstos para 2009, violam a privacidade dos proprietários dos veículos em que seriam instalados.

Esta decisão era expectável, dadas as fragilidades inerentes a um sistema aberto e pouco seguro, baseado em "chips" que podem ser lidos e descodificados por equipamentos que podem ser adquiridos no mercado, recolhendo informação que pode ser utilizada para os mais diversos fins.

Bastaria algum conhecimento técnico e bom senso para antecipar esta decisão que nos pareceu sempre como inevitável, tais as graves implicações que fomos descrevendo ao longo dos textos onde esta questão foi sendo abordada, pelo que a insistência governamental nesta solução há muito que devia ter sido posta de lado.

É difícil de entender que um ministério, neste caso o da Administração Interna, proponha uma medida que seria recusada por violar, de forma evidente, normas elementares de privacidade, quando o uso de "transponders" para efeitos de segurança, devidamente posicionados de modo à leitura ser apenas em situações específicas, poderia ser um dos caminhos a seguir, o qual seria adoptado voluntariamente por muitos proprietários.

Este erro, que obriga a redefenir todo o processo, sob pena de o mesmo terminar aqui de forma inglória, podia ter sido evitado dando uma utilização diferente a este dispositivo, optando por uma fase de testes em que o mesmo seria opcional e, limadas as arestas e expostas as vantagens como contrapartido de eventuais questões de privacidade, seria acolhido globalmente de forma positiva sem necessidade de uma imposição que revela precipitação e inabilidade política.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Reflorestação e manutenção da floresta da Serra de Sintra


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Imagem de como deve ser a Serra de Sintra

No próximo Domingo, vai-se realizar uma acção de voluntariado ambiental na Serra de Sintra.

Esta actividade consiste na limpeza das eras que sufocam algumas árvores e plantar novas, comprometendo a sua existência ou impedindo o seu crescimento.

A participação nesta actividade é gratuita e as inscrições podem ser efectuadas, com a brevidade possível, para o endereço de correio electrónico da organização.

Com os nossos agradecimentos, e os da Serra de Sintra, ao Blog@Conceição que nos enviou a informação :)

Empresa de Meios Aéreos sem rentabilidade - 2ª parte


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Um Kamov Ka-32 em terra

Lembramos que, em fins de 2008, o relatório e contas da EMA relativo a 2007, ainda aguarda aprovação, algo que seria impossível para uma empresa comum, que também não poderia imputar a serviços prestados custos superiores ao acordado contratualmente, pelo que teria que absorver todo e qualquer prejuizo através de mecanismos de mercado ou cessar a sua operação.

Esta situação era por demais previsível e devia ter levado a alterações na estrutura de custos, assumindo o Estado os meios materiais e humanos como seus e eliminando as necessidades excedentárias de uma organização de cariz empresarial que não acarreta quaisquer benefícios para os contribuintes.

Surge ainda a questão, que já colocamos em relação a outras entidades e que diz respeito ao direito de quantos desempenham missões de elevado risco na área da segurança interna ou da protecção civil terem um vínculo contratual directo com o Estado e não por intermédio de uma empresa que, objectivamente, em nada reforça os direitos de quem necessita de uma protecção especial.

Sendo favoráveis, desde sempre, à aquisição de meios próprios por parte do Estado, complementados pelo sector privado, continuamos a insistir que seria mais transparente e resultariam menores encargos integrá-los no sector público e por de parte o artifício financeiro a que ser recorreu e que mais não serve para esconder uma exploração deficitária numa área onde tal não pode nem deve ser tido como uma prioridade.

A segurança e a protecção dos cidadãos e seus pertences tem um custo, tal como o têm todo um conjunto de outros serviços prestados pelo Estado, que devem ser assumidos por todos de forma clara e sem subterfúgios, pelo que a existência de meios aéreos públicos vocacionados para acções de soberania, uma vez considerados necessários, devem ser objecto de um tratamento transparente e de forma a transmitir confiança na administração pública.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Localizz, a geo referenciação via TMN


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Localizz, a geo referenciação via TMN

A TMN apresentou recentemente um serviço de geo-referenciação de telemóveis, baseada no método de degradação do sinal obtido e da triangulação através de antenas mapeadas, de forma análoga à que descrevemos num texto anterior.

A localização pode ser feita através do "site" da TMN ou acedendo ao Portal I9 via telemóvel e escolhendo a opção "Localizz", podendo obter a posição de até 10 contactos de cada vez, sendo ainda possível marcar uma periodicidade na recolha de informação posicional.

Para ser localizável através deste serviço é necessário dar autorização específica através do "site" da TMN, válida apenas para o utilizador a quem foi dada permissão e até que esta seja revogada.

Os detalhes e preços do serviço encontram-se no "site" da TMN, que aposta na segurança de crianças ou no contacto entre amigos, mas as potencialidades do Localizz vão mais longe e dependem, sobretudo, da imaginação de cada um, sendo de recordar que esta pode envolver contornos de legalidade duvidosa caso se recorra a esta para, por exemplo, seguir um funcionário fora do horário de trabalho e sem o conhecimento deste através de um telemóvel da empresa.