terça-feira, abril 07, 2009

Google negoceia compra do Twitter


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Écran do Twitter

Os rumores da aquisição do Twitter pelo Google já não são novos, com dados novos a surgir periodicamente, indiciando que o negócio se irá concretizar.

As negociações entre ambas as companhias já terão entrado na fase final, apesar de esta ser uma notícia algo inesperada após o Twitter ter recusado uma oferta de valor superior apresentada pelo Facebook.

O Google terá oferecido mais de 250.000.000 de dólares por uma das mais conhecidas plataformas da Web 2.0, que se tem vindo a popularizar e a substituir alguns dos "blogs" mais convencionais.

Falta ainda saber quais os efeitos práticos desta possível aquisição e o impacto que terá na plataforma de "blogs" do Google e se existirá uma real integração da tecnologia do Twitter no Blogger.

Campanha televisiva contra os fogos - 2ª parte


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Um incêndio florestal

O aumento de incêndios em áreas protegidas, a cargo do Estado, onde manifestamente as acções de prevenção falharam, tal como aconteceu com as opções estruturais que as condenaram ao abandono, demonstram amplamente que a responsabilidade institucional nunca é avaliada com o mesmo rigor e severidade do que a resultante da acção de um particular, revelando uma duplicidade de critérios que podia ser explorada em tribunal.

As políticas desastrosas de que resultou o abandono dos campos, as assimetrias regionais e a falta de solidariedade nacionais, por muito criminosas que sejam, são considerados como meros azares, acidentes de percurso que inevitavelmente iriam acontecer, independentemente da competência e do esforço de que as empreedeu, ficando por apurar responsabilidades e culpas.

Mais do que alertar as populações, esta campanha desresponsabiliza as entidades oficiais, dando como culpados apenas os particulares que, aparentemente, serão imediatamente identificados e responsabilizados pelos seus actos, algo que sabemos ser raro no País em que vivemos.

Para quando em vez de um simples agricultor ou proprietário rural anónimo, vermos um presidente de câmara ou um ministro a serem dados como culpados por terem criado um cenário no qual as acções individuais ficam condicionadas e resultam nas vagas de incêndios que anualmente flagelam o nosso País?

segunda-feira, abril 06, 2009

Internet antes de saneamento básico - 2ª parte


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A aldeia portuguesa de Monsanto

Mesmo o argumento de que esta será uma forma de compensar as falhas nas redes de comunicações móveis, parece esta ser uma fraca alternativa, cuja manutenção em condições de funcionamento por um longo periodo parece duvidosa e obriga os habitantes a investir em computadores pessoais com suporte de WiFi.

Relativamente ao argumento de que o WiFi custa menos que o saneamento, apenas lembramos que deve haver prioridades e não havendo possibilidade de pagar o essencial, as verbas disponíveis podem ser retidas até permitirem a sua realização, e em vez de gastá-las no acessório, que apenas faz tardar aquilo que deve ter maior prioridade.

É, no entanto, de rejeitar uma condenação em absoluto desta opção, sobretudo numa zona do Interior onde a Internet compensa, ainda que parcialmente, a dificuldade de acesso a fontes de informação, ao convívio e à integração social, pelo que, mesmo com óbvias reservas em termos de prioridade, deve haver abertura para compreender este investimento.

Mesmo assim, alertamos para o deslumbramento pelas novas tecnologias e para opções por investimentos de utilidade duvidosa, cuja única vantagem é seram menos dispendiosos do que aqueles que deviam ser prioritários, e que espelham o estado de um País que navega à vista, onde necessidades básicas continuam a não estar ao alcance de todos os habitantes.

Campanha televisiva contra os fogos - 1ª parte


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Um incêndio florestal

A recente campanha televisiva contra os comportamentos negligentes que estão na origem de muitos incêndios florestais incide, nitidamente, a nível das atitudes individuais, obviamente condenáveis, mas passa ao lado de questões estruturais bem como de tudo o que resulta da falta de acção institucional.

Manifestamente, o alvo são aqueles que recorrem a queimadas, ignorando ou desprezando os riscos resultantes desta prática ancestral, necessária para a renovação de zonas verdes ou mesmo para a redução da carga de combustível, sem abordar nem a vertente resultante de uma legislação e políticas desadequadas, nem o papel das autarquias.

Sem por em causa a existência de inúmeros comportamentos de risco, alguns deles criminosos, as causas estruturais da fragilidade da floresta portuguesa e a sua extrema vulnerabilidade perante os fogos, factores que potenciam actos individuais inaceitáveis, constitui o maior risco de incêndio e aquele que deveria ser admitido e combatido em primeiro lugar.

Na verdade, nunca vemos caminhos, cuja responsabilidade pela manutenção pertence a entidades oficias, bloqueados, impedindo a passagem de bombeiros e convertendo-se em autênticas armadilhas, reservatórios que deviam estar cheios e se encontra vazios ou as inúmeras faltas de equipamento ou a falta de adequação deste à sua função.

domingo, abril 05, 2009

Internet antes de saneamento básico - 1ª parte


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Uma aldeia portuguesa

Merece um breve comentário o facto de os habitantes da freguesia de Ruivós, no concelho do Sabugal, terem acesso à Internet via WiFi antes de instalada uma rede de saneamento básico, cuja instalação nem sequer está calendarizada.

Esta estranha forma de modernidade, que dá prioridade a uma tecnologia, importante mas cuja utilização num meio rural composto de população maioritariamente envelhecida será dúbia, quer pela necessidade de computadores, quer pela dos necessários conhecimentos, sobre algo de essencial em termos de saneamento e higiéne, é uma óbvia inversão de prioridades, mas não pode ser condenada sem uma análise do caso concreto.

Estamos perante uma flagrante situação de interioridade, isolamento e desertificação, com tudo o que tal implica em termos de desenvolvimento, razão pela qual se deve equacionar a importância das comunicações, mas também a sua adequação às necessidades locais.

Aliás, quando o próprio presidente da Junta confessa que não usará este novo recurso que a autarquia oferece aos menos de cem habitantes da aldeia, é de colocar a questão relativamente ao número real de interessados e de futuros utilizadores bem como aos recursos financeiros disponíveis a médio e longo prazo.

sábado, abril 04, 2009

Incêndios num ano de todas as eleições


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Um incêndio florestal

Num ano em que se realizam diversos actos eleitorais, a problemática dos incêndios florestais e a possibilidade de, após anos de acalmia, haver um forte aumento de área ardida poder influenciar o voto dos eleitores, sobretudo daqueles que forem mais directamente atingidos por este flagêlo, é preocupação da classe política.

Lembramos que, segundo a tradição política, quando os resultados são positivos, tal se deve, alegadamente, à acção do Governo em funções, seja de que partido for, mas quando o contrário sucede, será, certamente, culpa de factores climáticos e outros imponderáveis que derrotam a melhor das estratégias.

No entanto, a exploração para fins eleitorais da luta contra os fogos, baseando-se em meras estatísticas e não numa análise objectiva que avalie a situação não apenas com base nos resultados, que serão cada vez melhores na medida em que cada vez existe menos floresta para arder, será inevitável e, infelizmente, terá eco junto de grande parte da opinião pública.

Seria de avaliar o sucesso das operações deste ano não apenas com base no número de ocorrências ou no somatório das áreas consumidas pelas chamas, mas também por todo o trabalho de prevenção, de reflorestação, de planeamento e de solidariedade para com as regiões mais deprimidas, aspectos onde efectivamente as opções políticas serão relevantes.

Voltar a julgar o sucesso ou fracasso com base apenas em algumas estatísticas, que não traduzem toda a realidade, acaba por resultar numa avaliação injusta, baseada sobretudo nos factores sobre os quais existe menor controle dado serem condicionalismos climáticos que, apesar de protenciados por questões estruturais, dificilmente podem revestir-se de culpa.

sexta-feira, abril 03, 2009

HP testa plataforma Android em "netbooks"


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Écran de emulador do Android

A Hewlett-Packard (HP) está a estudar a possibilidade de recorrer à plataforma móvel do Google, o Android, em alguns dos seus computadores pessoais, nomeadamente em portáteis.

Já estão em curso testes de compatibilidade em equipamentos HP, bem como comparações com outras plataformas da Microsoft e de Linux, dependendo do resultado a opção da HP no respeitante ao sistema operativo a instalar nos seus "netbooks".

A adopção do Android por um grande fabricante seria, obviamente, uma importante derrota para a Microsoft, mas contribuiria para uma redução de preços, dado a gratuiticidade do Android, bem como para equipamentos mais baratos, dado que a plataforma do Google exige menos recursos do que os exigidos pela família Windows.

Apesar de desenvolvido para equipamentos móveis, como telemóveis inteligentes, o Android rapidamente demonstrou inúmeras potencialidades e o facto de ser gratuito e compacto atraiu rapidamente o interesse de diversos fabricantes que assim podem oferecer os seus produtos a preços mais atractivos e sem a penalização do excessivo peso de alguns sistemas operativos actuais.

Triagem: racionalização e humanidade - 2ª parte


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Centro de Orientação de Doentes Urgentes

No caso concreto do INEM tem havido queixas relativamente a alguma inflexibilidade que, sendo compreensível à luz da racionalização dos meios disponíveis, já não o será quando a abordagem é efectuada numa perspectiva mais humana, onde sentimentos e emoções de quem sente alguém em risco de vida se podem sobrepor a uma análise mais racional e dificultam a transmissão de informações precisas.

Por outro lado, os processos de averiguações internos, seja no INEM, seja noutra entidade, podem ajudar na reorganização dos serviços mas, efectivamente, carecem de transparência aos olhos das populações e acabam por não tranquilizar ninguém, com o agravante de as conclusões não terem uma publicidade equivalente à do facto que motivou a sua instauração.

Mesmo sabendo que existem solicitações absurdas, muitas completamente injustificadas e outras de carácter meramente social, dúvida que resulta da impossibilidade de uma triagem absolutamente segura deve conduzir a aumentar a margem de segurança, envolvendo meios correspondentes ao pior cenário que possa resultar dos dados confirmáveis.

Neste momento, o atendimento do INEM continua a merecer fundadas dúvidas quanto à forma como é realizado, não apenas do ponto de vista técnico, onde existirão erros que podem ser imputados a ambas as partes e a dificuldades de comunicação, mas também a critérios de racionalização que podem não ser suficientemente flexíveis para situações onde a pressão dificulta a transmissão correcta de factos relevantes.

quinta-feira, abril 02, 2009

Ferramenta para avaliar efeito psicológico da crise


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Medicamentos anti-depressivos

Foi concebido pelo governo dos Estados Unidos, mas poderá ter aplicação noutros países, desde que os utilizadores estejam familiarizados com a língua inglesa, uma ferramenta destinada a auxiliar quem tenha sido afectado pela crise económica.

Esta aplicação da Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA), destina-se a alertar para o surgimento de problemas psicológicos que poderão ter reflexos na saúde, que podem incluir, entre outros, situações de depressão, ansiedade, alterações ou distúrbios do sono, com a possibilidade de evoluir para pensamentos suicidas ou doenças mentais graves.

Com o nome de "Getting Through Tough Economic Times", este programa ajuda a identificar problemas e respectivas causas e contribui para acalmar quem enfrenta situações difíceis resultantes de uma crise global, cujo efeito entre nós poderá exceder o da maioria dos países ocidentais.

Seria conveniente que as autoridades de saúde portuguesas elaborassem uma ferramenta equivalente, adaptada à realidade nacional, prevenindo assim situações de grande risco que podem evoluir para problemas da maior gravidade, agravados pela falta de acesso rápido a cuidados a nível de saúde mental que se verifica entre nós.

Triagem: racionalização e humanidade - 1ª parte


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Entrega de ambulâncias ao INEM

O falecimento de um maestro na noite de Sábado passado, após uma demora de hora e meia no atendimento por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) será averiguado internamente pela própria instituição, que abriu um processo de averiguações.

Neste caso concreto, perante uma queixa de fortes dores no peito, dado que a vítima teria apresentado sintomas de dores nas costas, ancas e braço do que resultou a necessidade de fazer fisioterapia, o INEM, através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes de Lisboa considerou não haver razões para activar meios pelo que deu instruções à família para solicitar o transporte para o hospital aos bombeiros.

Lembramos a campanha publicitária, de extrema utilidade, onde é aconselhado um contacto urgente com um serviço de atendimento médico e a importância da rapidez para que as consequências não sejam fatais sempre que haja suspeita de algum problema cardíaco, sendo que devia haver uma especial sensibilidade por parte de quem recebe e encaminha os pedidos.

A avaliação e triagem de pedidos efectuados de forma não presencial tem óbvias limitações, sendo virtualmente impossível estar seguro do estado real de uma vítima, independentemente do treino e do apuramento do método utilizado, pelo que é a nível da margem de tolerância, da sensibilidade e da compreensão que reside parte da análise e subsquente decisão.

quarta-feira, abril 01, 2009

Susana Fonseca eleita presidente da Quercus


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Logotipo da Quercus

Susana Fonseca foi eleita nova presidente da Assembleia-Geral da Quercus, vencendo por 86 votos contra 34 a lista encabeçada por João Branco, de Vila Real.

A nova presidente, que desempenhou anteriormente o cargo de vice-presidente, é socióloga e está a concluir o doutoramento em Sociologia do Ambiente no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

A Quercus é uma das mais importantes associações de defesa da natureza em Portugal e um interlocutor essencial na tomada de decisões estruturais cujo impacto se faça sentir a nível de políticas do ambiente e do ordenamento do território, pelo que esta eleição merece um especial destaque.

Quase 500 processos devido a incêndios florestais


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GIPS no combate a um incêndio florestal

O Serviço Especializado de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR) já registou desde o princípio do ano mais de 3.800 ocorrências relacionadas com incêndios, quase o dobro dos 2.152 registados no mesmo período do ano passado.

Destas ocorrências, que incluem os falsos alarmes, e têm em grande parte origem em denúncias, resultaram perto de 500 processos-crime e de contra-ordenação resultantes de situações relacionadas com incêndios.

No entanto, tão importante como a acção do SEPNA a nível da instauração de processos, é o desempenho do sistema judicial, área em que Portugal continua a apresentar demasiadas defeciências e impede a aplicação das punições dentro de prazos razoáveis.

O SEPNA tem vindo a desempenhar um excelente trabalho, não obstante os meios insuficientes de que dispõe, merecendo os seus elementos que o seu esforço não se perca nos corredores dos tribunais onde muitos processos acabam por prescrever, criando uma sensação de impunidade que em nada contribui para a protecção da natureza.