sábado, agosto 14, 2010

Dois bombeiros mortos em dois dias - 3ª parte

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Canadair no combate a um fogo em Portugal

Uma solução possível seria sempre a de, à medida que chegassem reforços, os elementos da corporação local fosse sendo utilizados sobretudo como guias e a nível de comando e coordenação, enquadrando os reforços vindos de fora, mais do que combatendo directamente as chamas.

Obviamente, tal implica organização, coordenação e treino adequado, mas será uma forma de diminuir riscos e aumentar a eficiência dos reforços, aliviando um pouco os elementos locais que, previsivelmente, terão sido os primeiros a enfrentar as chamas e apresentarão uma maior nível de cansaço.

Para além deste maior controle, que implica também uma atenção especial à rotação de pessoal e ao seu repouso, também em relação aos meios mecânicos, sejam terrestres, sejam aéreos devem ser tomadas medidas especiais, evitando um desgaste prematuro e avarias que os imobilizem.

As avarias verificadas recentemente em helicópteros envolvidos em operações prolongadas, que impediram a sua utilização e privaram de uma apoio previsto o dispositivo em terra, apontam para a necessidade de também aqui haver intervalos mais frequentes que permitam verificações e revisões, dado que pequenos detalhes, como, por exemplo, um sistema de filtragem de ar demasiado sujo ou parcialmente obstruido pode ter consequências graves.
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