sexta-feira, março 24, 2006

A opinião no "Verão Verde"


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Incêndios florestais no Verão de 2005

É nossa intenção manter este espaço aberto a todas as opiniões, desde que devidamente identificadas e que não ofendam os princípios fundamentais pelos quais nos regemos.

Assim, temos publicado na íntegra comunicados, informações ou declarações de diversas instituições ou entidades, sempre que estas o solicitam ou sejam considerados relevantes para as áreas que abordamos e independentemente da nossa concordância.

Quem, em nome colectivo ou individual, pretender ver o seu texto ou opinião publicado, com excepção dos comentários que são livres, deverá, portanto, identificar-se e solicitar a inclusão do texto, sendo que esta condição de o fazer sem recurso ao anonimato se destina a enquadrar da melhor forma o conteúdo, de modo a que todos os leitores possam interpretá-lo mais facilmente.

O nosso propósito é divulgar, tanto quanto possível, informações e opiniões que contribuam para o debate da problemática dos incêndios florestais e visem a solução deste constante flagêlo, pelo que todas a colaboração de todos é sempre bem vinda, mesmo que abordem temas colaterais, como a orientação, o todo o terreno ou outros que sejam considerados úteis ou relevantes.

A todos quantos nos enviarem textos para publicação, desde já, o nosso obrigado.

"Site" do Verão Verde novamente operacional


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"Site" do Verão Verde

Após os problemas que mencionamos, o "site" do Verão Verde já se encontra novamente disponível no seu endereço habitual.

No entanto, e porque já não é a primeira vez que surgem problemas, manteremos um "site" de "backup" de modo a poder redirecionar os nossos leitores sempre que tal se justifique.

Criada a Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas


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Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas

A Associação Portuguesa de Bombeiros e Técnicos Especialistas (APBTE) nasceu esta quinta-feira e tem como principal objectivo dar apoio psicológico e técnico, assim como formação, aos bombeiros de todo o país, desde comandantes a cadetes.

A APBTE considera vir preencher a falta de apoio técnico aos bombeiros dizendo que apenas "existe a Liga dos Bombeiros Portugueses que funciona como entidade patronal e a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais que tem uma vertente mais sindical".

Esta nova associação está no "meio" e pretende aumentar o conhecimento quer através da investigação, quer da formação técnica, explicou em primeira mão ao Portugal Diário, Pedro Rios, porta-voz desta iniciativa privada sem fins lucrativo.

Um dos primeiros passos é ensinar os bombeiros a lidar com situações de "stress extremo" para que o cidadão possa ser melhor servido, considerando que uma formação inicial que será completada sempre que os homens no terreno necessitarem.

"Pela primeira vez os bombeiros vão ter ao seu dispor especialistas para dar assistência também a nível psicológico, além de técnico", explicou o responsável.

A Associação está representada na Federação Europeia das Associações de Oficiais de Bombeiros e Portugal é já o mentor do modelo de Control Incident Stress Management (CISM) para a Europa.

"Existe um modelo americano de gestão destas situações, no entanto, na Europa existia essa falha. Portugal assumiu essa responsabilidade de adaptar um modelo mais leve que o americano. Os outros países vão basear-se nos resultados da experiência portuguesa", adiantou.

O apoio psicológico estará também disponível, numa fase posterior, para as vítimas de acidentes e fogos, desde que "não nos sobreponhamos às competências do Ministério da Saúde".

Em cima da mesa também estão protocolos com câmaras ou escolas. "Assim, podemos ser independentes e não depender de subsídios", explicou Pedro Rios.

Apesar do carácter particular, a Associação já pediu audiências com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e com o Ministério da Administração Interna.

Os contactos desta Associação, via correio electrónico, são:

Geral – geral.apbte@sapo.pt
Aristides Ferreira – aristides.apbte@sapo.pt
Bruno Brito – brunobrito.apbte@sapo.pt
Eugénio Laborinho – laborinho.apbte@sapo.pt
José Abel Ramos – abelramos.apbte@sapo.pt
Jorge Santiago – jorgesantiago.apbte@sapo.pt
Pedro Rios – pedrorios.apbte@sapo.pt

À nova Associação, desejamos, desde já, as maiores felicidades na prossecução dos seus objectivos e fazemos votos de que desenvolva uma colaboração frutuosa com as suas congéneres e restantes entidades a actuar neste sector.

quinta-feira, março 23, 2006

Governo apresenta plano de incêndios hoje


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Entrada do Ministério da Administração Interna

A dois meses do arranque da fase crítica de época de incêndios florestais, antecipada este ano para 15 de Maio, os ânimos estão mais "quentes" do que nunca.

A Liga acusa o Governo de tratar os bombeiros como "meros números" e avisa que, quando chegar o Verão, pode não haver voluntários suficientes para integrar os dispositivos distritais e nacional.

O ministro António Costa apela ao fim das "guerras de capela" e assegura que não há ninguém "nem acima nem abaixo dos bombeiros".

"Nós não somos um grupo de rapazes endiabrados", disse ontem ao Correio da Manhã Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). "A estrutura do dispositivo de protecção civil sustenta-se em 90% nos bombeiros. Qual é a aposta que o Governo quer fazer nesta força?"

Enquanto se esperam respostas, explica Duarte Caldeira, a LBP vai promover até 7 de Abril uma série de encontros regionais com as corporações de bombeiros.

"Neste momento estamos cansados. Chegou a altura do murro na mesa", assegura o presidente da LBP. "As condições para existir voluntariado para os dispositivos distritais e nacional podem não ficar reunidas", admite Duarte Caldeira, de que pode resultar não haver bombeiros dispostos a combater incêndios para lá da sua área de intervenção, seja freguesia ou concelho.

Os dispositivos distritais ou nacionais, apresentados anualmente e que actuam como colunas de reforço nos maiores incêndios, são compostos por elementos voluntários das corporações, que, segundo o Presidente da Liga "são esses voluntários que podem não aparecer".

Mesmo recusando "estar em guerra com a GNR", o presidente da LBP socorre-se com frequência de comparações com o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, para sublinhar as suas dúvidas.

"O GIPS actua na primeira hora de cada incêndio. Se o fogo não for controlado, serão os bombeiros a ir para o terreno. Como se vai fazer a transferência de comando? Por outro lado, a GNR vai actuar nos cinco distritos de risco mais elevado totalmente equipada. Os outros 13, incluindo cinco de risco médio, ficam para a primeira intervenção dos bombeiros. Mas, até agora, não houve uma única palavra sobre os meios que vão ser atribuídos", diz Duarte Caldeira.

"Na directiva operacional os papéis vão estar bem definidos", disse o Ministro da Administração Interna, recusando qualquer polémica e sublinhando que a LBP tem trabalhado com o Governo.

Na semana passada, como noticiamos, vários comandantes de bombeiros do distrito de Coimbra demitiram-se por recusarem ser comandados por militares da GNR nas estruturas distritais de protecção civil.

Anteontem, Dia Mundial das Florestas, António Costa revelou que o combate às chamas vai apostar, este ano, em quatro vertentes: melhor vigilância e mais fiscalização, melhor detecção, intervenção mais rápida e extinção mais rápida, num ano que vai marcar a estreia dos 315 militares do GIPS, largados de helicóptero para o combate inicial às chamas.

Hoje, o Conselho de Ministros vai aprovar o Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios e o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, adiantou que, ao contrário do que foi proposto por especialistas do Instituto Superior de Agronomia, não será criada qualquer empresa para gerir a protecção das florestas, facto que sempre contestamos.

Quando tivermos acesso às medidas anunciadas pelo Governo no ambito da prevenção e combate aos incêndios florestais, depois de devidamente analisadas, emitiremos a nossa opinião, certos de que só após a pacificação do sector, as mesmas produzirão os efeitos desejados.

"Site" do Verão Verde indisponível


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"Site" da Amen Portugal

O "site" do Verão Verde, alojado num servidor da Amen, tem estado com problemas desde a passada manhã, ficando indisponível o carregamento de páginas.

Apesar da informação da Amen de que o problema estaria resolvido no final da tarde de ontem, tal não veio a acontecer e a óbvia inexistência de um sistema redundante, algo que é indispensável para quem assume a responsabilidade de alojar "sites", veio penalizar as inúmeras empresas ou entidades que recorrem aos serviços desta empresa.

Infelizmente, já não é a primeira vez que surgiram problemas com o alojamento, facto que mencionamos oportunamente, esperando que esta lamentável situação não se volte a repetir.

Neste momento a mesma informação está entretanto disponível num "site" de "backup" acessivel através desta ligação ou da barra lateral.

Pelo incómodo, a que somos completamente alheios, apresentamos o nosso pedido de desculpas e informaremos quando o "site" estiver disponível no seu endereço habitual.

Sistema de navegação por satélite europeu operacional em 2010


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Satélite da Agência Espacial Europeia

A Agência Espacial Europeia (ESA) considerou hoje "realista" e "muito possível" que o sistema de navegação por satélite Galileo esteja operacional em finais de 2010.

Numa conferência de imprensa no centro de controlo de operações da ESA em Darmstadt, nos arredores de Frankfurt, o Director de Operações e Infraestruturas da ESA, Gaele Winters, disse que a Agência também vai participar no desenvolvimento e nas aplicações do sistema de navegação Galileo.

Winters recordou que o segundo satélite de prova do sistema Galileo, o Giove-B, será lançado em Abril.

O centro de controlo de operações da ESA é responsável pelo lançamento de uma parte importante dos 30 satélites que compõem o sistema de navegação Galileo, que competirá com o GPS (Global Positioning System), controlado pelo Exército dos Estados Unidos, dado que o sistema russo continua vocacionado unicamente para fins militares.

A propósito da segunda conferência sobre os usos do sistema europeu de navegação, a ESA, que é responsável pelo projecto junto da União Europeia, anunciou a criação de um centro, na cidade de Darmstadt, que facilitará a informação sobre as suas aplicações e financiamento a partir de Julho deste ano.

Winters assegurou que o sistema Galileo permitirá nas próximas décadas a criação de 100.000 postos de trabalho, 10.000 dos quais na área da alta tecnologia.

Em finais de Dezembro de 2005, o primeiro dos dois satélites de prova da constelação Galileo, o Giove-A, cujo lançamento noticiamos, ficou instalado numa órbita a 23.250 quilómetros da Terra e com um ângulo de inclinação de 56 graus em relação ao equador.

O Giove-A e o Giove-B têm como objectivo não perder as órbitas atribuídas à Galileo pela União Internacional de Telecomunicações, analisar as condições do meio ambiente da órbita e proceder a validações.

O sistema de navegação Galileo tem aplicações, entre outras, nas áreas do transporte e logística, segurança do trânsito, turismo, socorro e emergências.

O sistema Galileo proporcionará, por exemplo, um acesso mais rápido dos bombeiros, dos serviços de socorro e da polícia ao local de um acidente, bem como uma maior segurança rodoviária, com um menor número de acidentes, de mortos e feridos nas estradas.

A tecnologia de navegação por satélite teve originariamente aplicações militares, mas tem evoluído desde há 30 anos e encontrando novas aplicações, sendo hoje commummente utilizada e permite ao utilizador, com a ajuda de um aparelho, determinar a sua posição horária ou espacial através da recepção de sinais do satélite.

Com o Galileo, a Europa encabeça o primeiro sistema de navegação por satélite de uso civil, embora também tenha aplicação militar e permitirá utilizar os actuais equipamentos receptores.

O Galileo enfrentou numerosos atrasos devido a disputas no seio da União Europeia e da própria ESA, devido aos interesses nacionais dos países que participam no projecto.

Embora o arranque definitivo do Galileo não esteja previsto até 2010, dois anos antes a ESA contará com quatro satélites de navegação no espaço e poderá começar a comercializar os serviços na Europa.

Nessa altura, também será possível efectuar testes preliminares e os fabricantes de equipamentos receptores poderão começar a desenvolver os seus produtos e a preparar a sua divulgação no mercado como concorrência aos concebidos originariamente para o GPS.

Este é um projecto que nos interessa particularmente, capaz de integrar diversas das soluções que temos vindo a propor com uma plataforma autónoma e tecnologicamente avançada, eliminando a dependência relativamente ao sistema GPS.

quarta-feira, março 22, 2006

Comunicado da APBV


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Site da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários tem vindo a acompanhar com atenção e preocupação a situação e algumas tomadas de posição a propósito da nomeação de militares para os Comandos Distritais de Operações de Socorro.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários entende que a continuação de tais tomadas de posição só virá a prejudicar os Bombeiros e a denegrir a sua imagem já muito desgastada.

A solução para quaisquer problemas deve ser encontrada no diálogo, em sede própria, e dentro da Lei e da disciplina que caracteriza os soldados da paz.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários bem como a generalidade dos Bombeiros respeitam as leis e são disciplinados.

Entendemos que a Protecção Civil deverá ser encarada como um todo. Não é apenas o serviço de bombeiros, não esquecendo, no entanto, a importante componente de que este é parte.

A competência da nomeação dos Comandantes e dos Segundos Comandantes Operacionais Distritais é conferida por Lei ao Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. O que confere às nomeações toda a legitimidade democrática.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários como pessoa de bem, que é, orienta-se pelo cumprimento da Lei. E a Lei pela qual estão a ser nomeados os Comandos Distritais teve a audição e o assentimento de todos os que agora a criticam, sem que no momento certo tivessem colocado qualquer objecção.

Se vier a verificar-se que a Lei produz resultados menos positivos, então sim deverá ser alterada.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários não se pronuncia antecipadamente sobre qualquer nomeação. A avaliação será feita por esta Associação em função do desempenho do cargo.

A APBV – Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários está certa que os Bombeiros Portugueses desempenharão com brio, abnegação e disciplina a missão que lhes é confiada e pela qual prestaram juramento. Dessa forma continuarão a garantir o socorro e a protecção de pessoas e bens, onde e quando for necessário, pelo que a população deverá continuar a orgulhar-se e confiar nos seus Soldados da Paz, bem como, continuar a sentir-se em tranquilidade e em segurança.

Novo endereço da IP-Redes.Net


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Site da IP-Redes.Net

A IP-Redes.Net desenvolve um projecto de recurso a satélites na prevenção de incêndios florestais que aqui já mencionamos.

Recentemente, o endereço na Internet foi alterado, pelo que ficam aqui os novos contactos de forma a que seja facilmente acessível.

Sugerimos aos nossos leitores uma visita ao "site" deste Projecto inovador e, a quem possa, uma eventual colaboração nesta área tecnológica em franco progresso.

Bombeiros ameaçam não intervir fora das suas áreas


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Viatura de museu - Bombeiros da Guarda

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) deverá decidir, no próximo dia 20 de Maio, apenas quatro dias após o início da "Fase Bravo" dos incêndios florestais, se os bombeiros vão participar em acções de combate fora das respectivas áreas de actuação.

Esta forma de protesto deve-se à falta de coordenação e clarificação das competências das várias forças do dispositivo, disse ao Diário de Notícias Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Se a medida for aprovada num congresso extraordinário anunciado ontem e realmente concretizada, muitas corporações poderão não sair da sua freguesia ou do seu município, deixando sem apoio bombeiros que combatam fogos de grandes dimensões fora da sua jurisdição.

"Se não estiverem reunidas as condições de coordenação entre o nosso trabalho e o do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR, designados por GIPS ou, admitimos não nos deslocar a outros locais para ajudar no combate", adiantou o Presidente da Liga.

Ou seja, dentro da sua área de jurisdição não está em causa a actuação pois é uma obrigação a que os bombeiros não se vão negar, mas se o combate implicar sair da sua zona e ficar debaixo de um comando superior, deixa de haver condições para trabalhar, afirmou a LBP.

Esta situação só poderia, então ser ultrapassada caso sejam activados os planos de emergência municipal, distrital e nacional.

A criação das brigadas helitransportadas da GNR e a atribuição do primeiro combate aos incêndios aos militares está a criar um forte mau estar no seio das corporações, porque os bombeiros não aceitam que o Governo tenha investido noutra força em vez de apostar na sua qualificação e melhor equipamento das suas corporações.

Esta opção já levou vários comandantes dos bombeiros a demitirem-se, recusando-se a ser comandados por militares da GNR.

Além disso, os representantes dos bombeiros afirmam que não estão claras as atribuições de cada um no cenário de operações. "Se é suposto nós actuarmos depois dos GIPS vamos ficar com o ónus do que correr mal. Como sempre, vamos ser responsabilizados por tudo o que não correr bem", considera o dirigente da Liga.

"O poder político não pode aspirar ganhar esta batalha sem envolver os bombeiros, transformando-os em meros espectadores e tentando resolver tudo com leis", acusa o representante dos bombeiros.

"Não há valorização nem motivação nenhuma para este trabalho", lamenta Duarte Caldeira, mostrando-se muito preocupado com as consequências que este mau estar pode ter no terreno.

Anunciada após uma reunião do Conselho Nacional da LBP, segundo um despacho da agência Lusa, a medida é um desafio ao Governo que o Ministério da Administração Interna, segundo a mesma agência, declinou comentar.

No entanto, numa entrevista dada esta noite à SIC, o Ministro António Costa acabou por minimizar esta situação, dando a entender que, chegada a hora, os bombeiros irão dar o seu contributo como até hoje, independentemente das queixas que tenham.

Provavelmente, o Ministro da Administração Interna crê que, em caso de necessidade, os bombeiros serão vítimas do seu próprio espírito de missão e esquecerão todo e qualquer conflito ou protesto, actuando desinteressadamente em favor das populações.

Embora também acreditemos que, em caso de necessidade, os bombeiros actuarão como sempre onde for preciso, a forma como o espírito de missão dos voluntários é utilizado deliberadamente pelas instâncias governativas, para não resolver este conflito através do diálogo e do consenso, surge como algo de completamente perverso que só podemos repudiar.

terça-feira, março 21, 2006

Protocolo para formação em fogos controlados


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Início de um fogo controlado num exercício

Portugal assinou um protocolo, várias vezes anunciado e noticiado, com os Estados Unidos para a prevenção de incêndios florestais.

O objectivo é, através da técnica do fogo controlado, aumentar o número de hectares de floresta tratados durante os próximos anos, prevenindo incêndios florestais, e fomentando a colaboração entre os dois países.

Cinco especialistas norte-americanos estiveram em Portugal para colaborar na prevenção dos incêndios e na formação de técnicos, defendendo a utilização do método do fogo controlado para prevenir incêndios e proteger a floresta.

"Acho que, em primeiro lugar, o recurso ao fogo controlado pode ser usado, antes de mais, para proteger as localidades", defendeu o técnico florestal norte-americano Art Torrez.

Esta técnica já foi utilizada nos concelhos de Manteigas, Bragança, Amarante e Vieira do Minho, onde, desde o início do ano, 600 hectares de floresta foram tratados, sendo intenção aumentar esse número e estender a acção a todo o País nos próximos anos.

"A floresta é um dos sectores prioritários. Vamos ter fundos financeiros para fazer acções como esta, que não podem ser pontuais. Daí termos um protocolo com vários países terceiros no sentido de dar formação, criar cada vez mais equipas de sapadores florestais", afirmou o Ministro da Agricultura, Jaime Silva.

Foram atribuidos 100.000.000 de euros do orçamento de Estado para aplicar na floresta, sendo a formação uma das áreas de investimento.

Actualmente, 30 portugueses estão credenciados para executar fogo controlado e para ensinar o que aprenderam a outros técnicos em Portugal.

A partir de agora, e com o protocolo que vai ser assinado, a ideia é que a ajuda entre os dois países passe a ser recíproca.

Sem por em causa o interessea da assinatura do protocolo em causa, lembramos que desde o longínquo reinado de D. Dinis, há cerca de 700 anos, é utilizada a técnica do fogo controlado, estando a mesma documentada em manuscritos da época, tendo este processo de combate aos incêndios continuado em uso entre nós ao longo dos anos.

Só recentemente, a utilização de fogo controlado parece ter caido em desuso em Portugal, mas o "know-how" ainda existe, nomeadamente a nível das corporações de bombeiros do Interior, pelo que é caso para nos interrogarmos de não seria mais útil uma colaboração noutra das áreas onde a formação, sobretudo em novas tecnologias, é bastante mais necessária.